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8 de out. de 2020

NOTA SOBRE O CASO DO PADRE ROBSON


As reportagens sobre o caso Padre Robson informaram a compra de fazendas, gado e casa de praia e a movimentação de milhões de reais.

Mesmo que tudo isso esteja legalizado houve desvio da finalidade dessas doações vindas dos fiéis católicos, que seria a construção de uma nova Basílica do Pai Eterno que ainda está nas fundações. Entretanto essas doações foram "desviadas" na compra de imóveis e outros bens que levaram aos gestores dessa Associação a uma vida de luxo incompatíveis com a vida de religiosos, longe do que Jesus nos ensinou...

Uma discrepância frente ao momento difícil que vive grande maioria da população brasileira. Sou católico e isso me causa tristeza e desconfiança em um empreendimento que transbordava Fé e esperança para essa gente sofrida, realmente não faz sentido vindo de religiosos que por seus votos de humildade, pobreza agirem desse forma,o que deveriam era promover ações sociais e ajuda no combate dessa Pandemia que já levou milhões de infectados e milhares de mortos uma tragédia sanitária, além do alto índice de desemprego no país...Mas não, agem como capitalistas predadores e não como religiosos.
Uma pena, mais é uma decepção vinda de religiosos, eles que são os pilares que mantém a Igreja de Cristo em pé. Seriam eles esses pilares? Ainda bem que não, esse pilar é o próprio Cristo que nunca decepciona e é a verdade de um Deus vivo...
O que você acha dessa pegunta de Jesus: QUANDO VIER O FILHO DO HOMEM ENCONTRARÁ FÉ NA TERRA? LC 18,8
Mas ao lermos esse outro versículo nos Evangelhos, ele esclarece verdadeiramente o que seja Fé. “Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.” - Hebreus 11:1
A Fé não é propagada por homens mentirosos, numa construção faraônica, numa vida de luxo.
A Fé é sentir que Deus está conosco apesar das mentiras do mundo, a Fé é quando oramos sentimos calafrios e algumas vezes muita emoção com a presença do Espirito Santo e a força do Seu amor.
A Fé é ter certeza que algo lindo e sobrenatural existe e nos acolhe nos momentos difíceis e os milagres acontecem sem a necessidade que nossos olhos vejam, mas sim que nossa alma sinta...

Me perdoem pelo desabafo, mas como católicos, não podemos aceitar que esse tipo escândalo ou outro ocorram em nossa Igreja. Como cristãos devemos irradiar a Luz da Verdade e que sejamos com nos nossos exemplos Evangelizadores da Palavra de Deus.
Nos tornando realmente os tijolinhos de uma Igreja que é linda na sua essência... PAZ E BEM!

Leia sobre o caso no link abaixo:

Justiça tranca ação que investiga padre Robson por suspeita de desvio de dinheiro doado por fiéis à Afipe

14 de jan. de 2014

Bendito serás - Padre Robson




Não, este não pode ser teu fim
Não é o que Deus sonhou pra ti
Não podes aceitar
Ver tua família se acabar
Tua esperança se apagar
Tua fé esmorecer

Sei que é difícil crer que sim
Se tudo em volta diz que não
E a angústia te faz esquecer
De tudo o que Deus prometeu
Que sobre a tua vida estão
As mesmas bençãos de Abraão

Bendita será tua casa
Benditos serão teus filhos
E Deus engrandecerá teu nome



Meu porto Meu cais - Padre Robson






Meu porto Meu cais - Padre Robson Oliveira

CD: Nos braços do Pai



27 de ago. de 2012

E SERÁS SACERDOTE PARA SEMPRE!

Publicado no blog do Santuário Divino Pai Eterno no dia  05/08/2012

Padre Robson quando visitou José Bonifácio-SP.

Nesta semana, por ocasião da memória de São João Maria Vianney, o famoso “Cura d’Ars”, padroeiro dos párocos, também é ocasião para nos recordamos do dia do padre. Na presente data rezei pelos meus irmãos no sacerdócio e passei o dia a refletir sobre o quanto é importante ser padre de acordo com o coração de Deus e não a partir dos próprios critérios ou de sentimentos pessoais.

A missão do sacerdote está inserida no mistério Divino e decorre, diretamente, dele. Assim, quanto mais mergulharmos na origem da vocação sacerdotal, mais encontramos o rosto do Pai, pois Ele é o fundamento que legitima uma verdadeira vocação. O Pai continua a peregrinar pelo mundo, tocando no interior de cada alma. Ele prossegue passando por nossas casas, nossas famílias, nossas escolas e a chamar os seus, para lhes conceder vida e plenitude. Por isso, é impossível falar de vocação sem mencionar a emoção da pertença, a característica da escolha e a eleição para um serviço tão importante como o sacerdócio. Por trás de cada vocação está a história do amor do Pai inserida na vida dos seus filhos. Fomos convocados pelo Amor!

Muito mais do que pregar e confessar o povo, o sacerdote assume o apostolado do exemplo. Mesmo sendo frágil e humano, suas atitudes devem apontar para o Evangelho. Em seus gestos mais simples, o sacerdote convida a comunidade cristã a aderir seu pensamento, vontades, sentimentos e toda a sua existência ao Evangelho de Jesus. É como se ele mesmo dissesse: “Querem conhecer o Mestre Jesus? Olhem para mim e vejam em minhas atitudes a face de Cristo!”

No coração do sacerdote está o chamado a ser ‘mestre da Palavra’, ‘ministro dos Sacramentos’ e ‘guia da Comunidade Cristã’. Não porque ele o quis ou evocou para si estes títulos. Pelo contrário, foi porque a Igreja assim o confiou. O sacerdócio não tem nada a ver com o exercício de uma profissão. Ser padre não é uma questão de aptidão pessoal. Trata-se, no fundo, de um carisma, confiado pelo Espírito Santo àqueles que Ele mesmo escolheu.

O sacerdote não é um funcionário do Sagrado nem um profissional da religião. Se fosse para categorizá-lo de acordo com a nossa mentalidade trabalhista, poderíamos dizer que: sua carteira de trabalho é o Evangelho, seu cartão de ponto é a oração e seu salário é gastar a vida pela causa dos oprimidos e abandonados. O regulamento que rege o serviço de um sacerdote é bem diferente do que a maioria está acostumada. Isso não faz dele um super-herói e muito menos alguém distante da sociedade. É inserido no tempo, consciente da fé, que o sacerdote evangeliza e também se deixa evangelizar.

Junto à missão sacerdotal está a realidade do serviço, pois o sacerdote “não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20,28). Sendo homem do serviço, cabe a nós sacerdotes animar os fracos; empregar esforços para uma vida, verdadeiramente, cristã nos fiéis; exortar os desanimados; edificar a Igreja com o próprio testemunho; consolar os abatidos; libertar os cativos da injustiça e, por fim, ir ao encontro de todos aqueles que necessitam da face de Deus, sempre com a consciência de que: “quem é posto à frente do povo deve ser o primeiro a dar-se conta de que é servo de todos. E não desdenhe de o ser, repito, não desdenhe de ser servo de todos, pois não desdenhou de se tornar nosso servo Aquele que é Senhor dos senhores” (Santo Agostinho).

Porém, a maturidade da fé já ensina que nenhuma vocação é um mar de rosas. Nunca nos esqueçamos dos espinhos. Muitas vezes carregados na própria carne, como dizia o apóstolo (Cf. II Cor 12,7). Da mesma forma como há aqueles que se deixam inflamar pelo amor do Pai, sendo conscientes do dom espiritual que carregam, também há uma pequena minoria que se deixa perder pelo caminho. Acabam por sucumbir à ideia de que a vocação sacerdotal é coisa do passado. Que engano, pois, as pessoas sempre terão necessidade do amor do Pai! “Deus vive, e precisa de homens que vivam para Ele e O levem aos outros. Sim, tem sentido tornar-se sacerdote: o mundo tem necessidade de sacerdotes, de pastores hoje, amanhã e sempre enquanto existir” (Bento XVI).

Em uma sociedade cada vez mais secularizada, busquemos a face do Pai e não deixemos de orar pelos sacerdotes. Antes de criticar, oremos! “No coração do sacerdote não está extinto o amor” (Paulo VI). Mas, ele o exerce continuando a missão de Cristo, na caridade incondicional. É este amor que lhe confere o sentido de responsabilidade primeira pelo povo de Deus. Com a oração dos fiéis e com o esforço pessoal, a personalidade do sacerdote é amadurecida. A partir desse momento, somos capazes de carregar esse precioso dom, em nossos frágeis vasos, amparados pela força do Pai! Prossigamos!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
Twitter: @padrerobson
www.paieterno.com.br



11 de jan. de 2012

Olha pra mim- Pe. Robson de Oliveira





" Eu me humilharei, Teu nome gritarei, como criança eu serei ... Mas olha pra mim ! Tuas vestes tocarei, na figueira subirei, aos Teus pés eu chorarei, Mas olha pra mim ! ... "





20 de fev. de 2011

A RELIGIÃO NOS REVELA QUEM SOMOS!


Fonte Blog do Site: http://www.paieterno.com.br/


Todas as pessoas contêm em si as estruturas necessárias para que o dom da fé seja recebido. É a fé que confere espiritualidade ao indivíduo. Já a ausência dela designa aquilo que a mística chama de desolação. Cabe ao processo de conversão ampliar a consciência humana, norteando-a pelo fio condutor, no ato de crer em Deus. Não se trata de uma obrigação, mas, sobretudo, de um preceito existencial pela ressignificação da vida.

Aquele que não crê é acometido por uma profunda ruptura com sentido de sua história. Trata-se de uma experiência assustadora, pois junto à falta de fé está à marca indelével da perda de identidade, da desintegração emocional e por fim da deturpação da própria realidade. A pessoa incrédula fica perdida em um espaço sem limite e sem forma. Neste quadro, pode ser afligida por uma anormalidade espiritual “provocada” e “instalada”, ficando vazia de si e, por conseguinte, do Pai Eterno.

A fé está em profunda consonância com a atividade religiosa. Na verdade, a religião, seguindo o legado da fé, vem operando no mesmo campo da razão, a saber: no comportamento, na afetividade, na linguagem e no pensamento. Muito mais que articuladora de uma linguagem espiritual, a religião é a transmissora da imagem de Deus no consciente das pessoas. Sua missão é doar e guardar o tesouro da fé, trazendo a cada um a imagem do Deus revelado por Jesus: o “Deus cristão como amor sem reservas, que não quer nem permite o mal, mas suporta-o conosco, nos limites da história; que só pensa em nosso bem e em nossa salvação” (Queiruga).

No campo da religião o mais importante é “se deixar conquistar por Deus e não querer conquistá-lo. Devemos nos deixar convencer e não querer convencê-lo. Não pedir-lhe, mas deixar-nos pedir” (Queiruga). A religião não é o cumprimento de uma obrigação ou de um dever canônico, mas um direito da fé pela adesão à pessoa Divina; a religião não é um cativeiro babilônico e muito menos uma prisão de doutrinas, mas uma prática livre e libertadora. Enganam-se aqueles que pensam a religião como peça de museu ou uma mumificação ritual. A religião não é uma regressão histórica a um passado distante, mas um remetimento à fé: uma imersão ao coração do Pai Eterno. A religião tem a bonita missão de nos inserir no amor do Pai e nos comunicar a vida do próprio Pai.

De qualquer forma, se faz necessário retomar aquilo que é genuíno a uma prática saudável de fé. Sabe-se que o termo “religião” é proveniente do latim religare, que significa “ligar outra vez”. Portanto, cabe à religião ser doadora de sentido, de consciência ética, de formação humana e de gênese intelectual. Seu papel social é de suma importância, ainda mais se tratando de uma instituição que acompanha todas as etapas da vida do indivíduo: do nascimento à morte.

A religião segue o tratado do Amor Maior. Por isto deve alcançar todos àqueles que sofrem com o amontoado de culpas reforçadas, os remorsos continuados ou com as acusações intermináveis. Sem sombra de dúvidas, a religião não persegue, não vigia, não ameaça e também não pune. Antes acolhe na fé, perdoa na esperança e orienta na caridade. Ela vem para fazer com que as pessoas se tornem mais humanas e melhores pacificadas. O Deus da religião atua na afirmação plena do humano e não o nega em hipótese alguma. Nele está “a capacidade para darmos um sentido novo ao que parecia fatalidade, transformando a situação numa realidade nova, criada por nossa ação” (Marilena Chauí).

Toda interpretação de religião “como restritiva da realização humana ou como carga externa sobre a existência acaba sendo, por isso mesmo, falsa” (Queiruga). Assim sendo, a religião tem o bonito caminho de não conduzir o indivíduo para fora de si, porém, ao mais profundo encontro com o grande sentido da vida: o próprio Deus! É Ele o caminho único que nos conduz à felicidade sem fim. Nele está origem do que devemos ser de fato. Ali encontramos o ‘ser’ do Pai inserido em nós. Vale a pena mergulhar nesta história de amor!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.