12/07 - Santa Verônica de Jerusalém, aquela que enxugou a Santa Face de Nosso Senhor Jesus Cristo*
12/07 - Santa Verônica de Jerusalém, aquela que enxugou a Santa Face de Nosso Senhor Jesus Cristo*
Oração da medalha de São Bento.
Evangelho (Jo 6,51-58): «Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne, entregue pela vida do mundo».
Os judeus discutiam entre si: «Como é que ele pode dar a sua carne a comer?». Jesus disse: «Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem consome a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida. Quem consome a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele. Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por meio do Pai, assim aquele que me consome viverá por meio de mim. Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram — e no entanto morreram. Quem consome este pão viverá para sempre».Hoje, a celebração do Corpus Christi dá-nos a oportunidade, por um lado, de valorizar e agradecer o grande dom que nos é oferecido no Sacramento da Eucaristia. Nela realiza-se a promessa do Senhor: «Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos» (Mt 28,20). Esta presença sacramental inicia-se na Última Ceia, quando Jesus “parte e reparte” o seu Corpo e o seu Sangue, dom que haveria de continuar porque também nessa mesma Ceia lhes confiou o poder de continuar a torná-Lo presente: «Fazei isto em memória de Mim» (Lc 22,19).
São João, no seu Evangelho, diz-nos que cada um dos sinais realizados por Jesus tinha a finalidade de despertar e fortalecer a fé n’Ele (cf. Jo 20,31). São Paulo, por sua vez, sublinha a grande importância da Ressurreição: «Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé» (1 Cor 15,17). Mas essa fé precisa de ser alimentada, e a melhor forma de o fazer é comendo o próprio Corpo do Senhor: «A minha carne é verdadeira comida» (Jo 6,55). Por isso, esta solenidade recorda-nos também a responsabilidade que temos, não só de estarmos bem preparados para O receber, mas também de verdadeiramente “O comer”.
Com efeito, o seu Corpo dar-nos-á vida na medida em que o assimilarmos. Assim como acontece com qualquer alimento que damos ao nosso corpo — para que nos seja útil — ele tem de ser assimilado, também o Corpo do Senhor será fonte de força e de vida na medida em que Lhe permitirmos fazer parte de nós mesmos. Por isso, segundo Leão XIV, «a participação na liturgia não termina no templo, mas transforma a vida quotidiana».
Dito de outra forma, a nossa Comunhão com o Senhor, a Sagrada Eucaristia, o Corpus Christi, será realmente eficaz em nós na medida em que a nossa vida for um verdadeiro sinal para que os outros acreditem. O próprio Senhor no-lo sugeriu com estas palavras: «Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus» (Mt 5,16).
CORPUS CHRISTI.