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13 de jul. de 2026

NOSSA SENHORA DA ROSA MÍSTICA: 13 DE JULHO

Imagem de Nossa Senhora da Rosa Mística, exposta na Paróquia de São José em José Bonifácio-SP (Antes da reforma)




Montichiari (“Montes Claros”) situa-se na fértil planície do rio Pó, 100 quilômetros a nordeste de San Damiano, com o lindo lago Guarda uns 10 quilômetros mais longe, contra a tela de fundo dos Alpes italianos. A cidade grande mais próxima é Brescia, 22 quilômetros a noroeste de Montichiari.

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Ligado a Montichiari, há um subúrbio chamado Fontanelle, e foi aí que Pierina Gilli nasceu em 3 de agosto de 1911. Seus dados biográficos são vagos, mas durante a primavera de 1947, aos 35 anos, ela trabalhava em um hospital em Montichiari. Fazia pouco tempo que a Segunda Grande Guerra terminara e a Itália estava em reconstrução.
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Pierina estava sozinha em uma sala do hospital, quando diante dela apareceu de repente uma bela mulher que “usava um vestido violeta e um véu branco ao redor da cabeça. Parecia muito triste e tinha os olhos marejados de lágrimas que caíam no chão. Três grandes espadas perfuravam-lhe o seio”.
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A Senhora disse apenas três palavras: 
“Oração—Penitência-Reparação”.

Depois disso ficou silenciosa, mas suas lágrimas caíam em grandes gotas cintilantes. Em seguida desapareceu.
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Em 13 de junho de 1947, um domingo, a Senhora voltou de manhã cedo. 
Desta vez estava vestida de branco e, em vez das três espadas, trazia três rosas—branca, vermelha e amarela. Pierina pediu: “Diga-me quem você é”.
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A Senhora sorriu: “Sou a Mãe de Jesus e a Mãe de todos vocês”. Em seguida, a Senhora deu extensas instruções a respeito de novas devoções a ela e novos arranjos para ordens religiosas e sacerdotes. Ela queria que o dia 13 de cada mês fosse celebrado como dia de Maria e, nesse dia, ela daria aos que a reverenciassem “uma superabundância de graças e grande santidade”. Desejava que o dia 13 de cada mês fosse celebrado em honra da “Rosa Mística”.
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Ela explicou o significado das espadas que lhe atravessavam o seio na primeira aparição: 
primeira espada: perda da vocação de um sacerdote ou monge; 
segunda espada: sacerdotes, monges e freiras que viviam em pecado mortal; terceira espada: sacerdotes e monges que cometem a traição de Judas, que, quando abandonam a vocação, também perdem a fé e a bem-aventurança eterna e se tornam inimigos da Igreja.
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A Senhora explicou o significado das três rosas: 

a branca significava o espírito de oração; 

a vermelha,o espírito de reparação e sacrifício; 

a amarela, o espírito de penitência.
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A terceira aparição ocorreu em 22 de outubro de 1947; nela, a Senhora declarou: “Cansado das contínuas ofensas, meu divino Filho queria agir conforme sua justiça. Por isso coloquei-me como medianeira entre ele e a raça humana, em especial pelas almas consagradas”.
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A quarta aparição foi na igreja paroquial em 16 de novembro. Havia algumas outras pessoas presentes que, ou viram a aparição, ou viram Pierina entrar em leve êxtase. “Nosso Senhor, meu divino Filho, está cansado das muitas ofensas, das graves ofensas, dos pecados contra a pureza”, disse a Senhora. Depois de uma pausa, continuou: “Ele quer enviar dilúvio ou castigo. Intercedi. Peço ardentemente aos sacerdotes que advirtam o povo com amor, para que esses pecados não voltem a ser cometidos”. Seguiram-se mais três aparições.
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Nesse ínterim, muita gente ficou sabendo das aparições. Uma família trouxe à igreja um menino de 5 anos que tinha poliomielite e não ficava de pé nem andava. Outra família trouxe a filha, mulher de 26 anos que desde os 12 sofria de grave tuberculose e não conseguia falar. Ambos foram curados no mesmo instante. O menino voltou para casa andando. A mulher falou e já não tinha tuberculose.
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Em outra parte de Montichiari havia uma mulher de 36 anos que desde o nascimento não era normal. Embora “não fosse uma completa incapacitada mental”, não falava e não controlava as funções fisiológicas. Por ocasião da quarta ou quinta aparição, o pai dela foi à catedral (não à igreja paroquial) suplicar à Senhora: “Nossa querida Senhora, se você está realmente presente na igreja de Montichiari, cure nossa pobre doente”. No mesmo momento, em casa, a mulher incontinente ficou completamente curada.
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As curas milagrosas causaram sensação, mas o bispo da diocese de Brescia, Giacinto Tredici, ordenou a Pierina que parasse com as visões e fosse trabalhar em um convento de Brescia. Pierina obedeceu e durante os 19 anos seguintes desempenhou tarefas servis. E assim, parecia que as aparições haviam cessado por ordem do bispo.
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Contudo, em fevereiro de 1966, Pierina rezava no quarto, quando a Senhora voltou a lhe aparecer e disse que estaria de novo em Fontanelle no domingo de Páscoa, 17 de abril de 1966. Quando soube disso, o bispo proibiu Pierina de contar a alguém e de ir a Fontanelle.
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Mesmo assim, na Páscoa, Pierina foi a Fontanelle com uma amiga e acabou chegando a um velho poço com uma escada de pedra por onde se descia até ele. Foi no poço que a Senhora mais uma vez apareceu, depois do ângelus, ao meio-dia.
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“Meu Filho é todo amor”, disse a Senhora, “e enviou-me para conceder poder de cura a este poço. Como sinal de penitência e purificação, ajoelhe-se e beije este degrau de cima!” Pierina obedeceu.
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“Desça alguns degraus, fique de joelhos e beije de novo o degrau!” Pierina obedeceu.
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“Agora beije de novo os degraus e ponha um crucifixo aqui!”
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Com a mão esquerda, a Senhora marcou o lugar onde o crucifixo deveria ser colocado. A Senhora continuou:
Os doentes e todos os meus filhos devem primeiro pedir a meu Filho para perdoá-los e depois devem tirar ou beber a água. Ponham lama ou sujeira nas mãos, depois lavem com a água! Isso é para mostrar que o pecado se transforma em lama e sujeira no coração de meus filhos, mas, purificadas na água da graça, as almas voltam a ser puras e dignas da graça.
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Desejo que os doentes e todos os meus filhos venham a este poço. Você agora tem sua missão aqui, entre os doentes e todos os que precisam de sua ajuda.
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Com essas palavras, a Senhora elevou- se no ar. Abriu os braços e o manto, “que ocuparam um espaço imenso do universo”. Do braço pendia-lhe um rosário branco.
Abaixo, do lado direito do manto, via-se a igreja de Montichiari, onde ocorreram as aparições e curas em 1947. Também do lado direito do manto, via-se o castelo de Santa Maria, fortaleza construída na Idade Média, em uma colina perto de Montichiari.
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Apesar das advertências do bispo, é evidente que a notícia desta aparição logo se espalhou – e o resultado foi que vieram até o poço multidões de gente que queria ser curada. Logo ocorreram muitas curas e os que não foram curados tiveram de aceitar o fato de que sua purificação e penitência não eram suficientes. A sensação causada pelas curas foi enorme e as aparições da Mãe Santíssima a Pierina Gilli foram, ao menos extra-oficialmente, aceitas como sendo de Nossa Senhora da Rosa Mística.
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Na ocasião, o castelo de Santa Maria estava à venda e alguém tinha planos de transformá-lo em um “clube noturno do mal”. Esses planos frustraram-se quando o monsenhor Luigi Novarese comprou o castelo e transformou-o em hospital com uma residência-capela anexa para padres idosos e doentes. Para a inauguração solene, o pároco de Montichiari, monsenhor Rossi, convidou, entre outros dignitários, o bispo de Fátima, João Pereira Vencancio. Assim, as aparições de Montichiari estavam em boa companhia.
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Agora que Pierina Gilli tinha permissão eclesiástica para recebê-las, as aparições da Mãe Santíssima ocorreram a intervalos, pelo menos até 1976. As aparições ocorriam onde quer que Pierina estivesse. Houve no mínimo 36, e talvez tenha havido muitas mais.
Mais tarde, em 20 de abril de 1969, Pierina Gilli escreveu em uma carta: “Nossa Senhora prometeu dar um sinal no céu para acelerar seu triunfo”. O lugar onde o “sinal” se manifestaria era a igreja paroquial de Fontanelle.
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No dia marcado, muita gente chegou cedo para rezar e outras centenas de pessoas estavam a caminho. O tempo estava ruim, o céu coberto de nuvens cinzentas, fazia frio, De repente, “apareceu um espaço nas nuvens”. O espaço escureceu rapidamente, até que “parecia que a noite caíra”. As pessoas consultaram o relógio. Eram apenas quatro da tarde.
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No céu escuro, já se viam estrelas. Elas continuaram a aparecer pelo céu até que uma grande coroa de 12 estrelas ficou visível. A distância, surgiu um disco que aumentava de tamanho. O disco ia ficando maior e descia em direção às pessoas que o observavam. Então ficou vermelho com muitos e belos tons. Parecia sacudir-se, como se jogado pela tempestade. Chegou na borda de algumas nuvens e depois pareceu cair.
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Todos estavam amedrontados. Em toda parte de Fontanelle, muita gente caiu de joelhos para rezar. A esfera interrompeu a queda e começou “a girar em seu eixo, como uma roda de fogo que lançasse enormes chamas sobre a terra”. Todo o céu sobre Fontanelle estava iluminado com tons vermelhos. “A visão foi descrita como assustadora e incompreensível.”
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De repente, o sol voltou ao espaço escuro do qual havia saído. As nuvens ficaram brancas como a neve, O sol costumeiro agora era visto, de um branco radiante, mas ainda no espaço escuro. Entretanto, esse “sol costumeiro” saiu do espaço escuro entre as nuvens, movendo-se lentamente. Ficou parado alguns momentos na parte superior das doze estrelas que ainda eram visíveis. Entâo, de repente, fendeu-se e formou magnífica cruz luminosa.
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A essa altura, o céu todo estava amarelo e as nuvens pareciam de enxofre. Mais uma vez, o sol saiu de seu “corredor escuro”, como um cometa, desta vez com uma cor amarela brilhante. Sacudiu-se ou dançou de um lado para o outro. Perambulou pelas bordas das nuvens, girando muito em torno de seu eixo, uma grande roda de radiante fogo amarelo. Esse espetáculo repetiu-se inúmeras vezes, semelhante ao que aconteceu em Fátima em 1917.
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Depois de algum tempo, o espaço escuro voltou a clarear. As estrelas perderam a cor. Outra vez as nuvens cobriram todo o céu. Porém, durante muito tempo, restou um ponto amarelo – que podia ser visto na cidade de Lonato, a mais de 12 quilômetros de Montichiari. Os habitantes de Montichiari e Fontanelie estavam alvoroçados.
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Novamente, em 8 de dezembro de 1969, fenômenos celestes extraordinários foram testemunhados por um grande número de pessoas. Por volta das duas da tarde, quando o céu estava azul e o sol quente, este ficou, de repente, cor-de-rosa e depois branco suave. Todos podiam olhar diretamente para ele “sem óculos escuros”. Três raios de luz emergiam dos dois lados do sol que começou a girar lentamente. Mudou de cor — de vermelho para amarelo, para branco e, em seguida, para amarelo e vermelho de novo. Aí ficou cor-de-rosa novamente. No meio do cor-de-rosa formou-se uma pequena mancha azul que aumentou e girou também. Emitia “numerosas hastes azuis”.
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As hastes azuis tinham “bolas azuis” nas pontas. Deslizavam pelo céu. De repente, juntaram-se em um desenho geométrico. O desenho formou o que parecia ser um terço. As luzes azuis que desciam sobre todos os espectadores fizeram a neve no chão também ficar azul. Esses fenômenos duraram algum tempo. Por toda a cidade, “todos viam os outros mudarem de cor, enquanto eram banhados pelas alternadas iluminações do arco-íris”.
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Até 8 de dezembro de 1969, as aparições em San Damiano ainda continuavam. As admiráveis aparições em Zeitoun, Egito, iniciaram-se em abril de 1968 e continuaram até 1970. E, em junho de 1970, também ocorreu a primeira das grandes aparições em Bayside, Queens, Nova York.

Fonte: As grandes aparições de Maria/ Ingo Swann, Paulinas , 2001

12 de jul. de 2026

FAMÍLIA DE SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS: São Luís Martin e Santa Zélia Guérin (Memória Facultativa)




Local: La Musse; Alençon, França

Data: 12 de Julho† c. 1894; 1877
Ele era relojoeiro; ela rendeira: de origem burguesa, santos por eleição. São eles: Luís Martin (1823-1894) e Zélia Guérin (1831-1877) os pais de Teresa do Menino Jesus. É o segundo casal de esposos depois de Luís e Maria Beltrame Quattrocchi, beatificados em 2001 por João Paulo II que é elevado às honras dos altares.
Ambos eram filhos de militares e foram educados num ambiente disciplinado, severo, muito rigoroso e marcado por um certo jansenismo ainda rastejante na França da época. Os dois receberam uma educação de cunho religioso: nos Irmãos das escolas cristãs, Luís; nas Irmãs da adoração perpétua, Zélia. Ao terminar os estudos, no momento de escolher o próprio futuro, Luís orientou-se para a aprendizagem do ofício de relojoeiro, não obstante o exemplo do pai, conhecido oficial do exército napoleônico. Zélia, inicialmente, ajudava a mãe na administração da loja da família. Depois, especializou-se no "ponto de Alençon" na escola que ensina a tecer rendas. Em poucos anos os seus esforços foram premiados: abriu uma modesta fábrica para a produção de rendas e obteve um discreto sucesso.
Ambos nutrem desde a adolescência o desejo de entrar numa comunidade religiosa. Ele experimentou pedir para ser admitido entre os cônegos regulares de Santo Agostinho do hospício do Grande São Bernardo nos Alpes suíços, mas não foi aceito porque não conhecia o latim. Também ela tenta entrar nas Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, mas compreende que não é a sua estrada.
Durante três anos Luís vive em Paris, hóspede de parentes, para aperfeiçoar a sua formação de relojoeiro. Naquele período foi submetido a muitas solicitações por parte do ambiente parisiense impregnado de impulsos revolucionários. Aproximou-se até de uma associação secreta, mas afastou-se imediatamente. Insatisfeito com o clima que se respirava na capital, transferiu-se para Alençon, onde iniciou a sua atividade, conduzindo até à idade de 32 anos um estilo de vida quase ascético. Entretanto, Zélia, com a receita da sua empresa, manteve toda a família, vendendo rendas para a alta sociedade parisiense. O encontro entre os dois acontece em 1858 na ponte de São Leonardo em Alençon. Ao ver Luís, Zélia percebeu distintamente que ele seria o homem da sua vida.
Após poucos meses de noivado, casam. Conduzem uma vida conjugal no seguimento do Evangelho, ritmada pela missa quotidiana, pela oração pessoal e comunitária, pela confissão frequente, pela participação na vida paroquial. Da sua união nascem nove filhos, quatro dos quais morrem prematuramente.
Entre as cinco filhas que sobreviveram, está Teresa, a futura santa, que nasceu em 1873. As recordações da carmelita sobre os seus pais são uma fonte preciosa para compreender a sua santidade. A família Martin educou as suas filhas a tornar-se não só boas cristãs, mas também honestas cidadãs.

Aos 45 anos Zélia recebe a terrível notícia de que tinha um tumor no seio. Viveu a doença com firme esperança cristã até à morte ocorrida em Agosto de 1877.
Com 54 anos, Luís teve que se ocupar sozinho da família.
A primogênita tem 17 anos e a última, Teresa, tem 4 anos e meio. Então, transferiu-se para Lisieux, onde morava o irmão de Zélia. Deste modo, as filhas receberam os cuidados da tia Celina. Entre os anos de 1882 e 1887 Luís acompanhou as três filhas ao carmelo.
O sacrifício maior para ele foi afastar-se de Teresa que entra para as carmelitas com apenas 15 anos.
Luís foi atingido por uma enfermidade que o tornou inválido e que o levou à perda das faculdades mentais. Foi internado no sanatório de Caen. Morreu em Julho de 1894.

Fonte texto: Mundo Católico.


SANTA VERÔNICA DE JERUSALÉM- 12 DE JULHO

 


12/07 - Santa Verônica de Jerusalém, aquela que enxugou a Santa Face de Nosso Senhor Jesus Cristo*

HISTÓRIA DE SANTA VERÔNICA
Origens
O nome “Verônica” tem origem latina e deriva de uma expressão: “vera ícone”, que significa imagem verdadeira. O nome é referência à imagem do rosto de Cristo que ficou impresso no véu com o qual Santa Verônica teria enxugado o rosto do Mestre todo ensanguentado. Tradições cristãs antiquíssimas a colocam entre as mulheres de Jerusalém às quais Jesus dirigiu um lamento quando caminhava para o Calvário (Lc 23, 27-31). Para alguns estudiosos, Verônica pode ter sido a mulher que sofrera 12 anos de uma hemorragia e que fora curada por Jesus (Lc 8, 41-48).
Sexta estação da via sacra
Desde os primórdios do cristianismo a Igreja acolheu a Tradição (com “T” maiúsculo) sobre Santa Verônica. Tanto, que o episódio do enxugamento da Sagrada Face de Jesus, realizado por ela, passou a ser a Sexta Estação da Via Sacra, que é rezada pelos cristãos há séculos. É a Tradição Oral incorporada à vida da igreja e dos fiéis.
A Sagrada Face de Jesus
Segundo a Tradição e vários testemunhos históricos, Santa Verônica teria levado o véu com a Sagrada Face de Jesus para a Europa. Ele foi encontrado no ano 525 na cidade de Edessa. De alguma maneira, mais tarde, ele chegou a Roma e, alguns séculos mais tarde, ficava exposto na Basílica de São Pedro para veneração dos fiéis. Século depois, foi levado para a Igreja do “Volto Santo” ou seja, da Sagrada face, na cidade de Manoppello, que fica a 190 km de Roma, onde, até hoje, é venerada pelos fiéis.
Visões reveladoras sobre Santa Verônica
A irmã Maria de São Pedro, da Ordem das Carmelitas, teve visões de Santa Verônica por volta de 1844, na cidade de Tours, França. Ela viu Santa Verônica limpando a Face de Cristo a caminho da crucificação. Foi revelado a ela que todo o sangue, sujeira, escarros e hematomas na Face de Cristo representam os pecados da humanidade, as blasfêmias dirigidas a Nosso Senhor e o ódio contra o amor.
Devoção à Sagrada Face de Cristo
Nas visões, Nosso Senhor Jesus Cristo pediu à irmã Maria de São Pedro que propagasse a devoção à Sagrada Face como forma de reparação dos pecados, de tal forma que, os devotos da Sagrada Face fazem como Santa Verônica: limpam a sujeira e a dor de Nosso Senhor. Por isso, a devoção à Sagrada Face de Jesus foi instituída oficialmente pelo Papa Leão XIII, no ano 1885. A partir de então, Santa Verônica passou a ser comemorada na terça-feira que antecede a Quarta-Feira de Cinzas. Este é o mesmo dia da comemoração da Sagrada Face.
Os mistérios da Sagrada Face de Manoppello
Na cidade de Manoppello, a 190 km de Roma, Itália, um quadro medindo 17,5 x 24 cm abriga a Sagrada Face de Cristo desde 1638. A relíquia fica numa igreja dos Capuchinhos, chamada Santuário da Sagrada Face de Cristo. Alguns estudiosos acreditam que esta relíquia pode ser, sim, o véu de Santa Verônica, porque ele contém vários mistérios. O primeiro deles é que o tecido é feito de bisso marítimo, um fio finíssimo, como o de seda, gerado por um molusco abundante no mar mediterrâneo. O tecido formado pela trama deste fio é muito resistente, transparente e não pode ser pintado, isto é, nenhuma tinta adere a ele. Entretanto, a Face de Cristo está lá, visível, sem ter sido pintada. Até hoje não se sabe como isso acontece. Análises laboratoriais revelam não haver tinta alguma sobre o tecido. Além disso, a Face de Cristo de Manoppello pode ser sobreposta à Face do Santo Sudário de Turim, pois tem proporções idênticas, refletem a mesma face, inclusive com os mesmos hematomas e manchas de sangue. A única diferença entre os dois é que o de Turim apresenta Jesus morto, e este, o Cristo vivo. Numerosos relatos sobre a passagem desde mesmo véu por vários lugares e séculos diferentes fornecem um testemunho histórico seguro desde os tempos de Cristo.
Oração a Santa Verônica
“Ó Santa Verônica que guardastes a Sagrada Face de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele que, quando limpastes o rosto com teu véu, não tinha aparência nem beleza para atrair o nosso olhar, nem simpatia para que pudéssemos apreciá-lo, desprezado, era escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; era amaldiçoado e não fazíamos caso dele. Intercedei por nós a graça de enxergarmos Jesus em cada face de nossos irmãos. Ó Deus, por intercessão de Santa Verônica, despertai vosso poder e venha logo nos trazer a salvação! Convertei-nos; ó Senhor Deus do universo, e sobre nós iluminai a Vossa Face. Se voltardes para nós, seremos salvos!
Amém.”
Fonte texto: Cruz Terra Santa



11 de jul. de 2026

Cruz Sancti Patris Benedicti ou Cruz do Santo Pai Bento.

 Oração da medalha de São Bento.




A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão meu guia.
Retira-te, satanás!
Nunca me aconselhes coisas vãs.
É mau o que tu me ofereces, bebe tu mesmo o teu veneno!



Em latim:
C S S M L: Crux Sacra Sit Mihi Lux
N D S M D: Non Draco Sit Mihi Dux
V R S N S M V: Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana 
S M Q L I V B: Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas 

Entenda o que está escrito na Medalha de São Bento:





A Medalha de São Bento protege contra as artes do demônio e concede graças, como a vitória sobre os inimigos e, é claro, sobre a tentação.
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Na frente da medalha aparece uma cruz e as letras C S P B gravadas. Estas letras são abreviações da frase em latim: Cruz Sancti Patris Benedicti ou Cruz do Santo Pai Bento.
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Na haste vertical da cruz estão gravadas as letras: C S S M L que significam Crux Sacra Sit Mihi Lux ou A cruz sagrada seja minha luz

Na haste horizontal, as iniciais N D S M D: Non Draco Sit Mihi Dux ou Não seja o dragão (demônio) meu guia.
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No alto da cruz está gravada a palavra PAX ou Paz, que é o lema da Ordem de São Bento.
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Procure, a partir da direita da palavra PAX, as iniciais: V R S N S M V que significam Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana ou Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs.
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E as letras S M Q L I V B: Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas ou É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos.
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A imagem de São Bento aparece no verso da medalha. Ele segura na mão esquerda o livro da Regra que escreveu para os monges chamados beneditinos.
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Na outra mão, ele segura a cruz. Ao redor da medalha, lê-se Eius in Obitu nro Praesentia Muniamur , que quer dizer: Que São Bento nos conforte na hora da nossa morte.
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Fonte: Site Padre Marcelo Rossi


Oração para obter qualquer graça.

.Oh! glorioso patriarca São Bento, que vos mostrastes sempre compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo à vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxilio em todas as nossas aflições.
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Que nas famílias reine a paz e a tranqüilidade; se afastem todas as desgraças, tanto corporais como espirituais, especialmente o pecado.
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Alcançai do Senhor a graça que vos suplicamos; obtendo-nos finalmente que, ao terminar nossa vida neste vale de lágrimas, possamos ir louvar a Deus convosco no Paraíso.
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Rogai por nós, glorioso patriarca São Bento, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


OBS. Clique AQUI e você as publicações nesse blog sobre SÃO BENTO. 

29 de jun. de 2026

São Pedro e São Paulo




A liturgia comemora São Pedro e São Paulo, os dois grandes Apóstolos da primeira comunidade cristã, como mestres e confessores da fé. Esta solenidade é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal. Já no século IV havia a tradição de, neste dia, celebrar três missas: a primeira na basílica de São Pedro, no Vaticano; a segunda na basílica de São Paulo Fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos apóstolos ficaram escondidas para fugir da profanação nos tempos difíceis.

E mais: depois da Virgem Santíssima e de são João Batista, Pedro e Paulo são os santos que têm mais datas comemorativas no ano litúrgico. Além do tradicional 29 de junho, há: 25 de janeiro, quando celebramos a conversão de São Paulo; 22 de fevereiro, quando temos a festa da cátedra de São Pedro; e 18 de novembro, reservado à dedicação das basílicas de São Pedro e São Paulo.

O Papa emérito Bento XVI apresenta Pedro e Paulo como “fundamentos da Igreja”: “Os dois Santos padroeiros de Roma, mesmo tendo recebido de Deus carismas e missões diferentes, são ambos fundamentos da Igreja una, santa, católica e apostólica, permanentemente aperta à dinâmica missionária e ecuménica”.

Antigamente, julgava-se que o martírio dos dois apóstolos tinha ocorrido no mesmo dia e ano e que seria a data que hoje comemoramos. Porém o martírio de ambos deve ter ocorrido em ocasiões diferentes, com são Pedro, crucificado de cabeça para baixo, na colina Vaticana e são Paulo, decapitado, nas chamadas Três Fontes. Mas não há certeza quanto ao dia, nem quanto ao ano desses martírios.

A morte de Pedro poderia ter ocorrido em 64, ano em que milhares de cristãos foram sacrificados após o incêndio de Roma, enquanto a de Paulo, no ano 67. Mas com certeza o martírio deles aconteceu em Roma, durante a perseguição de Nero.

Há outras raízes ainda envolvendo a data. A festa seria a cristianização de um culto pagão a Remo e Rômulo, os mitológicos fundadores pagãos de Roma. São Pedro e são Paulo não fundaram a cidade, mas são considerados os “Pais de Roma”. Embora não tenham sido os primeiros a pregar na capital do império, com seu sangue “fundaram” a Roma cristã. Os dois são considerados os pilares que sustentam a Igreja tanto por sua fé e pregação como pelo ardor e zelo missionários, sendo glorificados com a coroa do martírio, no final, como testemunhas do Mestre.

São Pedro é o apóstolo que Jesus Cristo escolheu e investiu da dignidade de ser o primeiro papa da Igreja. A ele Jesus disse: “Tu és Pedro e sobre esta pedra fundarei a minha Igreja”. São Pedro é o pastor do rebanho santo, é na sua pessoa e nos seus sucessores que temos o sinal visível da unidade e da comunhão na fé e na caridade.

São Paulo, que foi arrebatado para o colégio apostólico de Jesus Cristo na estrada de Damasco, como o instrumento eleito para levar o seu nome diante dos povos, é o maior missionário de todos os tempos, o advogado dos pagãos, o “Apóstolo dos Gentios”.

São Pedro e são Paulo, juntos, fizeram ressoar a mensagem do Evangelho no mundo inteiro e o farão para todo o sempre, porque assim quer o Mestre.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Judite, Ema e Anastácio.

27 de jun. de 2026

Hino Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

 



HINO NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO 

 Oh! Mãe do Perpétuo Socorro Venho a ti consagrar minha vida de novo Volva sobre mim seu olhar Este olhar de ternura, este olha de ternura Este olhar de Jesus És a mãe da Igreja És a mãe dos aflitos És a mãe de Jesus  

Maria, nossa querida mãe Vem em auxílio do povo Junto a teu Filho interceda por nós Oh! Mãe do Perpétuo Socorro 

Venho aqui em teu santuário Nossa Senhora, a mãe de Jesus Cobre-me com seu manto sagrado Oh! Vem me proteger Vem me iluminar com teu manto de luz Oh! Vem me socorrer, vem me abençoar Oh! Mãe de Jesus 

Maria, nossa querida mãe Vem em auxílio do povo Junto a teu Filho interceda por nós Oh! Mãe do Perpétuo Socorro 

Oh! Mãe, vem me abençoar Oh! Mãe, vem nos abençoar





Ayrton Matias RCC


NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO( 27 de Junho)



A tradição diz que este quadro teria sido pintado por São Lucas, mas nada pode ser provado neste sentido. Outra versão diz que o quadro teria sido pintado por um artista russo em torno de 1325. 
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A Paixão de Jesus é representada pelos instrumentos da paixão mostrados pelos anjos, principalmente a cruz, a lança a esponja e os pregos.
Os dois arcanjos são Miguel e Gabriel: Miguel segura a lança com a esponja e com o vinagre usado na Paixão. Gabriel segura a cruz, uma cruz estilo bizantino e os pregos que fixaram Jesus nela.
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O Menino Jesus, com medo destas visões se aconchega aos braços de sua Mãe.
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Os dedos da Virgem Maria apontam para Jesus como a indicar “Este é o Senhor Nosso Deus”.
As letras gregas usualmente usam a primeira e a ultima letra de um nome, assim Maria é identificada como Mãe de Deus e o Menino é identificado como Filho de Deus.
Aqui temos uma versão do ícone que aparece as letras com grande clareza:
As letras identificando Nossa Senhora estão grande e claras.
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Você pode ver M perto de Miguel a esquerda. As letras de Jesus são “IC CX”. O “C” é o S em grego; O “I” é nosso J; o “X” é o nosso “CH” assim as letras em gregos são a abreviação de “Jesus Cristo”.
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Dois significados vem a nossa mente quando contemplamos o ícone.
Um tem a haver com o pé torcido com a sandália solta e pendurada.
Mostrar a sola do pé significa humildade. O filho de Deus se humilha ao se tornar um homem.
O outro significado foca na sandália aparentemente solta quando o Filho correu para a sua Mãe para conforto. Em nosso medo e em nossas necessidades nós devemos correr também bem depressa para Ela.

Oração:
Ó Senhora do Perpétuo Socorro, mostrai-nos que sois verdadeiramente nossa Mãe obtendo-me o seguinte benefício:
(faz-se o pedido)e a graça de usar dela para a glória de Deus e a salvação de minha alma.
Ó glorioso Santo Afonso, que por vossa confiança na bem-aventurada Virgem conseguistes tantos favores e tão perfeitamente provastes, em vossos admiráveis escritos,que todas as graças nos vêm de Deus pela intercessão de Maria, alcançai-me a mais terna confiança para com nossa Mãe do Perpétuo Socorro e rogai-lhe, com instância,que me conceda o favor que reclamo de seu poder e bondade maternal.

Eterno Pai, em nome de Jesus e pela intercessão de nossa Mãe do Perpétuo Socorro e de Santo Afonso, peço-vos que me atendais para vossa glória e bem da minha alma.

Amém!

Clique nos links abaixo e veja outras publicações sobre Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

26 de jun. de 2026

São Josemaria Escrivá

Josemaria Escrivá nasceu em Barbastro (Huesca, Espanha), em 9 de janeiro de 1902. 
Seus pais chamavam-se José e Dolores


Teve cinco irmãos: Carmen (1899-1957), Santiago (1919-1994) e outras três irmãs menores do que ele, que faleceram ainda pequenas. O casal Escrivá deu aos seus filhos uma profunda educação cristã.
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Em 1915, a indústria de tecidos do pai abre falência, e ele tem de mudar-se para Logronho, onde encontrou outro emprego. Nessa cidade, Josemaria dá-se conta pela primeira vez da sua vocação: depois de ver umas pegadas na neve dos pés descalços de um religioso, intui que Deus deseja alguma coisa dele, embora não saiba exatamente o quê. Pensa que poderá descobri-lo mais facilmente se se fizer sacerdote, e começa a preparar-se, primeiro em Logronho e, mais tarde, no seminário de Saragosa.

Seguindo um conselho de seu pai, cursa na Universidade de Saragosa a Faculdade de Direito, como aluno livre. Seu pai morre em 1924, e ele fica como chefe de família. Recebe a ordenação sacerdotal em 28 de março de 1925 e começa a exercer o ministério numa paróquia rural e depois em Saragosa.

Em 1927, transfere-se para Madrid, com permissão do seu bispo, a fim de doutorar-se em Direito. Ali, no dia 2 de outubro de 1928, Deus faz-lhe ver a missão que lhe vinha inspirando havia anos, e funda o Opus Dei. A partir desse momento, passa a trabalhar com todas as suas forças no desenvolvimento da fundação que Deus lhe pede, ao mesmo tempo que continua a exercer o ministério pastoral que lhe fora encomendado naqueles anos, e que o punha diariamente em contato com a doença e a pobreza dos hospitais e bairros populares de Madrid.
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Quando eclode a guerra civil, em 1936, encontra-se em Madrid. A perseguição religiosa obriga-o a refugiar-se em diferentes lugares. Exerce o seu ministério sacerdotal clandestinamente, até que consegue sair de Madri. Depois de atravessar os Pireneus até o sul da França, instala-se em Burgos.

Quando termina a guerra, em 1939, volta a Madri. Nos anos seguintes, dirige numerosos retiros espirituais para leigos, sacerdotes e religiosos. Nesse mesmo ano de 1939, conclui os estudos de doutorado em Direito.

Em 1946, fixa a sua residência em Roma. Obtém o Doutorado em Teologia pela Universidade Lateranense. É nomeado consultor de duas Congregações vaticanas, membro honorário da Pontifícia Academia de Teologia e Prelado de honra de Sua Santidade. Acompanha com atenção os preparativos e as sessões do Concílio Vaticano II (1962-1965) e mantém um relacionamento intenso com muitos padres conciliares.

De Roma, faz numerosas viagens a diversos países europeus para impulsionar o estabelecimento e a consolidação do Opus Dei nesses lugares. Com o mesmo objetivo, realiza entre 1970 e 1975 longas viagens até o México, a Península Ibérica, a América do Sul e Guatemala, e nelas também tem reuniões de catequese com grupos numerosos de homens e mulheres.

Falece em Roma no dia 26 de junho de 1975. Vários milhares de pessoas, entre elas muitos bispos de diversos países – quase um terço do episcopado mundial -, solicitam à Santa Sé a abertura da sua causa de canonização.

No dia 17 de maio de 1992, São João Paulo II beatifica Josemaria Escrivá. Proclama-o santo dez anos depois, em 6 de outubro de 2002, na Praça de São Pedro, em Roma, diante de uma grande multidão. «Seguindo as suas pegadas», disse o Papa nessa ocasião na sua homilia, «difundam na sociedade, sem distinção de raça, classe, cultura ou idade, a consciência de que todos estamos chamados à santidade».

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Antelmo, João dos Godos e Perseveranda.



24 de jun. de 2026

🙏🏻 Natividade de São João Batista- 24 de junho.

 


⛪ São João Batista Padroeiro da nossa Querida Paróquia.

🙏🏻 Natividade de São João Batista- 24 de junho.

João, chamado de o “batizador”, é filho de Zacarias e de Isabel, ambos de estirpe sacerdotal. A Bíblia nos diz que Isabel era prima e muito amiga de Maria, e elas tinham o costume de visitarem-se. Uma dessas ocasiões foi quando já estava grávida: “Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo” (Lc 1,41). Ainda no ventre da mãe, João faz uma reverência e reconhece a presença do Cristo Jesus. Na despedida, as primas combinam que o nascimento de João seria sinalizado com uma fogueira, para que Maria pudesse ir ajudar a prima depois do parto.

Assim os evangelistas apresentam com todo rigor a figura de João como precursor do Messias, cujo dia do nascimento é também chamado de “Aurora da Salvação”. É o único santo, além de Nossa Senhora, em que se festeja o nascimento, porque a Igreja vê nele a preanunciação do Natal de Cristo.
Isabel era estéril e Zacarias era mudo, ambos já com idade bem avançada. Isabel haveria de dar à luz um menino, o qual deveria receber o nome de João, que significa “Deus é propício”. Assim foi avisado Zacarias pelo anjo Gabriel.
Conforme a indicação de Lucas, Isabel estava no sexto mês de gestação de João, que foi fixado pela Igreja três meses após a Anunciação de Maria e seis meses antes do Natal de Jesus. O sobrinho da Virgem Maria foi o último profeta e o primeiro apóstolo. “É mais que profeta, disse ainda Jesus. É dele que está escrito: eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele preparará o teu caminho diante de ti”. Ou seja, o primo João inicia sua missão alguns anos antes de Jesus iniciar a sua própria missão terrestre.
Lucas também fala a respeito da infância de João: o menino foi crescendo e fortificando-se em espírito e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel.
Com palavras firmes, pregava a conversão e a necessidade do batismo de penitência. Anunciava a vinda do messias prometido e esperado, enquanto de si mesmo deu este testemunho: “Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitarei o caminho do Senhor…” Aos que o confundiam com Jesus, afirmava com humildade: “Eu não sou o Cristo”. e “Não sou digno de desatar a correia de sua sandália”. Sua originalidade era o convite a receber a ablução com água no rio Jordão, prática chamada batismo. Por isso o seu apelido de Batista.
João Batista teve a grande missão de batizar o próprio Cristo. Ele apresentou oficialmente Cristo ao povo como Messias com estas palavras: “Eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo… Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo”.
Jesus, falando de João Batista, tece-lhe o maior elogio registrado na Bíblia: “Jamais surgiu entre os nascidos de mulher alguém maior do que João Batista. Contudo o menor no Reino de Deus é maior do que ele”.
Ele morreu degolado no governo do rei Herodes Antipas, por defender a moralidade e os bons costumes. O seu martírio é celebrado em 29 de agosto, com outra veneração litúrgica.
São João Batista é um dos santos mais populares em todo o mundo cristão. A sua festa é muito alegre e até folclórica. Com muita música e danças, o ponto central é a fogueira, lembrando aquela primeira feita por seus pais para comunicar o seu nascimento: anel de ligação entre a antiga e a nova aliança.

15 de jun. de 2026

Beata Albertina Berkenbrock



Mons Edmilson Jose Zanin
“Albertina foi uma menina que ousou ser santa.” Foi com essas palavras que Dom Jacinto Bergmann, bispo da diocese de Tubarão – Santa Catarina -, referiu-se a ela na cerimônia de sua beatificação.
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Albertina Berkenbrock nasceu dia 11 de abril de 1919, no povoado de São Luís, município de Imaruí no Estado de Santa Catarina, Brasil.
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Filha de um casal de agricultores – Henrique Berkenbrock e Josefa Boeing – fervorosos católicos oriundos de famílias alemães, com eles ela aprendeu as verdades da fé, a rezar, a frequentar a igreja e a respeitar os mandamentos de Deus. Cultivou especial devoção a Virgem Maria e a São Luiz Gonzaga. Recitava diariamente o rosário com a família. Preparou-se com alegria para a Primeira Eucaristia que recebeu no dia 16 de agosto de 1928.
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Foi neste ambiente simples, belo e cristão de sua família que Albertina cresceu. Ajudava os pais nos trabalhos da roça e em casa. Era dócil, obediente, incansável, e paciente.
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Sua caridade era grande. Gostava de acompanhar as meninas mais pobres, de jogar com elas e com elas dividir o pão que trazia de casa para comer no intervalo das aulas. Teve especial caridade com os filhos do seu assassino, que trabalhava na casa do seu pai. Muitas vezes Albertina deu de comer a ele e aos filhos pequenos, com os quais se entretinha alegremente. Albertina, apesar de seus 12 anos, aparentava mais idade e tinha um corpo já bastante desenvolvido. Era alta e forte, acostumada ao sol e aos trabalhos da roça. Tinha cabelos louros tendendo ao castanho, olhos verde-escuros. Era uma bonita moça.
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Tudo corria normalmente até que chegou o dia 15 de junho de 1931.
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Perdera-se um boi pelos pastos. Albertina saiu a procura a pedido dos pais. De longe, Maneco Palhoça – ou Indalício Cipriano Martins, que planeja conquistar a menina para seus intentos eróticos, a avistou.
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Albertina procurava o boi fugitivo. De repente viu ao longe alguns chifres e correu naquela direção. Para sua surpresa, porém, encontrou perto deles Maneco carregando feijão na carroça. À pergunta de Albertina pelo boi desaparecido, o homem lhe deu uma pista falsa para encaminhá-la ao lugar onde poderia satisfazer seus desejos sem chamar atenção.
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Albertina seguiu a indicação de Maneco e embrenhou-se pela mata. Repentinamente deu de cara com Maneco. Ficou petrificada. Sozinha, no mato, com aquele homem na frente! Ainda naquela manhã ela levara comida a seus filhos, como fazia sempre. Havia certa familiaridade entre Albertina e Maneco: ela o chamava de “Maneco preto”, como todo mundo, sem que ele se ofendesse.
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Maneco lhe propôs seus intentos. Albertina, decidida, não aceitou. Começou então, a tentativa do assassino de se apossar de Albertina, mas ela não se deixou subjugar. A menina é forte. Aos pontapés se defendeu, derrubou o assassino. A luta foi longa e terrível. Ela não cedeu. Maneco, derrotado moralmente pela menina, vingou-se, agarrou-a pelos cabelos e afundou o canivete no pescoço e a degolou. Seu corpo ficou manchado de sangue… Sua pureza e virgindade, porém, ficaram intactas.
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Aos 12 anos de idade, Albertina foi assassinada porque quis preservar a sua pureza espiritual e corporal e defender a dignidade da mulher por causa da fé e da fidelidade a Deus. E ela o fez heroicamente como verdadeira mártir. O martírio e a consequente fama de santidade espalharam-se rapidamente.
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A cerimônia de beatificação de Albertina foi realizada em Tubarão – Santa Catarina . Contou com a presença do bispo local, Dom Jacinto Bergman; presidiu a cerimônia o cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Estavam presentes cerca de 20 mil pessoas, na praça da Catedral de Tubarão, além de dezenas de bispos e sacerdotes.
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Após a leitura da biografia e a solicitação de beatificação, feita por Dom Jacinto Bergman, o cardeal Saraiva Martins leu o decreto de Bento XVI, que inscrevia oficialmente Albertina no catálogo dos bem-aventurados.
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Albertina está viva mais do que nunca. Primeiro porque vive em Deus, imersa na paz e na felicidade sem fim. Depois porque vive no coração de seus parentes, amigos e devotos.