(Α Ω) ANUNCIAR O EVANGELHO : "Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura MC 16,15"--O conteúdo dessa página pode ser reproduzido desde que informado a fonte e o autor.

11 de fev. de 2026

Provérbios

É melhor um pedaço de pão seco e a tranquilidade, do que uma casa cheia de sacrifícios e de discórdias. 

Proverbio 17,1

JESUS MISERICORDIOSO

 


Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DE LOURDES




Ó Virgem puríssima, Nossa Senhora de Lourdes,que vos dignastes aparecer a Bernadete, no lugar solitário de uma gruta, para nos lembrar que é no sossego e recolhimento que Deus nos fala e nós falamos com Ele. Ajudai-nos a encontrar o sossego e a paz da alma que nos ajudem a conservar-nos sempre unidos a Deus.
Nossa Senhora da gruta, dai-me a Graça que vos peço e que tanto preciso; (pedir a graça)...
Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!
Amém!
.
Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai
Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!

🙏🙏🙏
Dóceis ao convite de vossa voz maternal, Ó Virgem Imaculada de Lourdes, acorremos a vossos pés junto da humilde gruta onde vos dignastes aparecer para indicar aos que se extraviam, o caminho da oração e da penitência, e para dispensar aos que sofrem, as graças e os prodígios da vossa soberana bondade.
.
Recebei, Rainha compassiva, os louvores e as súplicas que os povos e as nações oprimidos pela amargura e pela angústia elevam confiantes a vós. Ó resplandecente visão do paraíso, expulsai dos espíritos - pela luz da fé - as trevas do erro. Ó místico rosário com o celeste perfume da esperança, aliviai as almas abatidas. Ó fonte inesgotável de água salutar com as ondas da divina caridade, reanimai os corações áridos.
.
Fazei que todos nós, que somos vossos filhos por vós confortados em nossas penas, protegidos nos perigos, sustentados nas lutas, nos amemos uns aos outros e sirvamos tão bem ao vosso doce Jesus que mereçamos as alegrias eternas junto a vosso trono no céu. Amém.

Oração composta pelo Papa Pio XII



10 de fev. de 2026

Santa Escolástica- 10 de Fevereiro




Santa Escolástica era irmã gêmea do grande São Bento, pai do monaquismo. Nasceu numa região do centro da Itália em 480; tristemente perdeu sua mãe no parto.
.
Gêmea de Bento, tornou-se também gêmea de busca de santidade e missão, já que ambos deram testemunho de santos fundadores. A vida totalmente consagrada a Deus de Escolástica começou até antes do irmão; porém, foi aprofundada quando seguiu o irmão até que ele se instalou em Cassino. Desta forma, Escolástica, fundadora das irmãs beneditinas, sempre esteve ligada com Bento.

O nome de Santa Escolástica, irmã de São Bento, nos leva para o século V, para o primeiro mosteiro feminino ocidental, fundamentado na vida em comum, conceito introduzido na vida dos monges por ele. Foi o primeiro a orientar para servir a Deus não “fugindo do mundo” através da solidão ou da penitência itinerante, como os monges orientais, mas vivendo em comunidade duradoura e organizada, e dividindo rigorosamente o próprio tempo entre a oração, trabalho ou estudo e repouso.
.
Escolástica e Bento, irmãos gêmeos, nasceram em Nórcia, região central da Itália, em 480. Eram filhos de nobres, o pai Eupróprio ficou viúvo quando eles nasceram, pois a esposa morreu durante o parto. Ainda jovem Escolástica se consagrou a Deus com o voto de castidade, antes mesmo do irmão, que estudava retórica em Roma. Mais tarde, Bento fundou o mosteiro de Monte Cassino criando a Ordem dos monges beneditinos. Escolástica, inspirada por ele, fundou um mosteiro, de irmãs, com um pequeno grupo de jovens consagradas. Estava criada a Ordem das beneditinas, que recebeu este nome em homenagem ao irmão, seu grande incentivador e que elaborou as Regras da comunidade.

São muito poucos os dados da vida de Escolástica, e foram escritos quarenta anos depois de sua morte, pelo o santo papa Gregório Magno, que era um beneditino. Ele recolheu alguns depoimentos de testemunhas vivas para o seu livro “Diálogos” e escreveu sobre ela apenas como uma referência na vida de Bento, mais como uma sombra do grande irmão, pai dos monges ocidentais.

Nesta página expressiva contou que, mesmo vivendo em mosteiros próximos, os dois irmãos só se encontravam uma vez por ano, para manterem o espírito de mortificação e elevação da experiência espiritual. Isto ocorria na Páscoa e numa propriedade do mosteiro do irmão. Certa vez, Escolástica foi ao seu encontro, acompanhada por um pequeno grupo de irmãs, quando Bento chegou também acompanhado por alguns discípulos. Passaram todo o dia conversando sobre assuntos espirituais e sobre as atividades da Igreja.

Quando anoiteceu, Bento, muito rigoroso às Regras disse à irmã que era hora de se despedirem. Mas Escolástica pediu que ficasse para passarem a noite, todos juntos, conversando e rezando. Bento se manteve intransigente dizendo que deveria ir para suas obrigações. Neste momento ela se pôs a rezar com tal fervor que uma grande tempestade se formou com raios e uma chuva forte caiu a noite toda, e ele teve de ficar. Os dois irmãos puderam conversar a noite inteira. No dia seguinte o sol apareceu, eles se despediram e cada grupo voltou para o seu mosteiro. Essa seria a última vez que os dois se veriam.

Três dias depois, em seu mosteiro Bento recebeu a notícia da morte de Escolástica, enquanto rezava olhando para o céu, viu a alma de sua irmã, penetrar no paraíso em forma de pomba. Bento mandou buscar o seu corpo e o colocou na sepultura que havia preparado para si. Ela morreu em 10 de fevereiro de 547, quarenta dias antes que seu venerado irmão Bento. Escolástica foi considerada a primeira monja beneditina e Santa, pela Igreja que escolheu o dia de sua morte para as homenagens litúrgicas.


8 de fev. de 2026

SANTA JOSEFINA BAKHITA

 

 Bakhita nasceu no Sudão, África, em 1869. Este nome, que significa "afortunada", não recebeu de seus pais ao nascer, lhe foi imposto por seus raptores. Esta flor africana conheceu as humilhações, os sofrimentos físicos e morais da escravidão, sendo vendida e comprada várias vezes. A terrível experiência e o susto, provado naquele dia, causaram profundos danos em sua memória, inclusive o esquecimento do próprio nome.

Na capital do Sudão, Bakhita foi finalmente comprada por um cônsul italiano, que depois a levou consigo para a Itália. Durante a viagem, ele a entregou para viver com a família de um amigo, que residia em Veneza, e cuja esposa, havia se afeiçoado à ela.Depois, com o nascimento da filha do casal, Bakhita se tornou sua babá e amiga.
Os negócios desta família, na África, exigiam que retornassem. Mas, aconselhado pelo administrador, o casal confiou as duas, às irmãs da congregação de Santa Madalena de Canossa, em Schio, também em Veneza. Alí, Bakhita, conheceu o Evangelho. Era 1890 e ela tinha vinte e um anos quando foi batizada recebendo o nome de Josefina.
Após algum tempo, quando vieram buscá-las, Bakhita ficou. Queria se tornar uma irmã canossiana, para servir a Deus que lhe havia dado tantas provas do seu amor. Depois de sentir muita clareza do chamado para a vida religiosa, em 1896, Josefina Bakhita se consagrou para sempre a Deus, que ela chamava com carinho "o meu Patrão!".
Por mais de cinqüenta anos, esta humilde Filha da Caridade, se dedicou às diversas ocupações na congregação, sendo chamada por todos de "Irmã Morena". Ela foi cozinheira, responsável do guarda-roupa, bordadeira, sacristã e porteira. As irmãs a estimavam pela generosidade, bondade e pelo seu profundo desejo de tornar Jesus conhecido. "Sedes boas, amem a Deus, rezai por aqueles que não O conhecem. Se soubésseis que grande graça é conhecer a Deus!".
A sua humildade, a sua simplicidade e o seu constante sorriso, conquistaram o coração de toda população. Com a idade, chegou a doença longa e dolorosa. Ela continuou a oferecer o seu testemunho de fé, expressando com estas simples palavras, escondidas detrás de um sorriso, a odisséia da sua vida: "Vou devagar, passo a passo, porque levo duas grandes malas: numa vão os meus pecados, e na outra, muito mais pesada, os méritos infinitos de Jesus. Quando chegar ao céu abrirei as malas e direi a Deus: Pai eterno, agora podes julgar. E a São Pedro: fecha a porta, porque fico".
Na agonia reviveu os terríveis anos de escravidão e foi a Santa Virgem que a libertou dos sofrimentos. As suas últimas palavras foram: "Nossa Senhora!". Irmã Josefina Bakhita faleceu no dia 8 de fevereiro de 1947, na congregação em Schio, Itália. Muitos foram os milagres alcançados por sua intercessão. Em 1992, foi beatificada pelo Papa João Paulo II e elevada à honra dos altares em 2000, pelo mesmo Sumo Pontífice. O dia para o culto de "Santa Irmã Morena" foi determinado o mesmo de sua morte.
Fonte site: arquisp.org.br

ORAÇÃO À SANTA JOSEFINA BAHKITA

Ó Santa Josefina Bakhita, que, desde menina, foste enriquecida por Deus com tantos dons e a Ele correspondeste com todo o amor, olha por nós. Intercede junto ao Senhor para que cresçamos no Seu amor e no amor a todas as criaturas humanas, sem distinção de idade, de raça, de cor ou de situação social. 
Que pratiquemos sempre, como tu, as virtudes da fé, da esperança, da caridade, da humildade, da castidade e da obediência. 
Pede, agora, ao Pai do Céu, oh Bakhita, as graças que mais preciso, especialmente (pedido). Amém.

Fonte das fotos abaixo: 


                   Pousa ao lado o Padre Rivaldo Celson Alves:  




31 de jan. de 2026

SÃO JOÃO BOSCO -31 DE JANEIRO




João Melquior Bosco nasceu no dia 16 de agosto de 1815, numa família católica de humildes camponeses em Castelnuovo d’Asti, no norte da Itália, perto de Turim. Órfão de pai aos dois de idade, cresceu cercado do carinho da mãe, Margarida, e amparo dos irmãos. Recebeu uma sólida formação humana e religiosa, mas a instrução básica ficou prejudicada, pois a família precisava de sua ajuda na lida do campo.
.
Aos nove anos, teve um sonho que marcou a sua vida. Nossa Senhora o conduzia junto a um grupo de rapazes desordeiros que o destratava. João queria reagir, mas a Senhora lhe disse: “Não com pancadas e sim com amor. Torna-te forte, humilde e robusto. À seu tempo tudo compreenderás”.

Nesta ocasião decidiu dedicar sua vida a Cristo e a Mãe Maria; quis se tornar padre. Com sacrifício, ajudado pelos vizinhos e orientado pela família, entrou no seminário de Chieri, daquela diocese.

Inteligente e dedicado, João trabalhou como aprendiz de alfaiate, ferreiro, garçom, tipógrafo e assim, pôde se ordenar sacerdote, em 1841. Em meio à revolução industrial, aconselhado pelo seu diretor espiritual, padre Cafasso, desistiu de ser missionário na Índia. Ficou em Turim, dando início ao seu apostolado da educação de crianças e jovens carentes. Este “produto da era da industrialização”, tornou-se a matéria prima de sua Obra e vida.

Neste mesmo ano, criou o Oratório de Dom Bosco, onde os jovens recebiam instrução, formação religiosa, alimentação, tendo apoio e acompanhamento até a colocação em um emprego digno. Depois, sentiu necessidade de recolher os meninos em internatos-escola, em seguida implantou em toda a Obra as escolas profissionais, com as oficinas de alfaiate, encadernação, marcenaria, tipografia e mecânica, repostas às necessidades da época. Para mestres das oficinas, inventou um novo tipo de religioso: o coadjutor salesiano.

Em 1859, ele reuniu esse primeiro grupo de jovens educadores no Oratório, fundando a Congregação dos Salesianos. Nos anos seguintes, Dom Bosco criou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora e os Cooperadores Salesianos. Construiu, em Turim, a basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, e fundou sessenta casas salesianas em seis países. Abriu as missões na América Latina. Publicou as Leituras Católicas para o povo mais simples.

Dom Bosco agia rápido, acompanhou a ação do seu tempo e viveu o modo de educar, que passou à humanidade como referência de ensino chamando-o de “Sistema Preventivo de Formação”. Não esqueceu seu sonho de menino, mas, sobretudo compreendeu a missão que lhe investiu Nossa Senhora. Quando lhe recordavam tudo o que fizera, respondia com um sorriso sereno: “Eu não fiz nada. Foi Nossa Senhora quem tudo fez”.

Morreu no dia 31 de janeiro de 1888. Foi beatificado em 1929 e canonizado por Pio XI em 1934. São João Bosco, foi proclamado “modelo por excelência” para sacerdotes e educadores. Ecumênico, era amigo de todos os povos, estimado em todas as religiões, amado por pobres e ricos; escreveu: “Reprovemos os erros, mas respeitemos as pessoas” e se fez , ele próprio, o exemplo perfeito desta máxima.

Veja as publicações sobre São João Bosco clicando AQUI 


28 de jan. de 2026

São Tomás D’Aquino



São Tomás de Aquino foi um importante teólogo, filósofo e padre dominicano do século XIII. Foi declarado santo pelo papa João XXII em 18 de julho de 1323. É considerado um dos principais representantes da escolástica (linha filosófica medieval de base cristã). Foi o fundador da escola tomista de filosofia e teologia.

Tomás nasceu em 1225, no castelo de Roccasecca, na Campânia, da família feudal italiana dos condes de Aquino. Possuía laços de sangue com as famílias reais da Itália, França, Sicília e Alemanha, esta ligada à casa de Aragão. Ingressou no mosteiro beneditino de Montecassino aos cinco anos de idade, dando início aos estudos que não pararia nunca mais. Depois, frequentou a Universidade de Nápoles, mas, quando decidiu entrar para a Ordem de São Domingos encontrou forte resistência da família. Seus irmãos chegaram a trancá-lo num castelo por um ano, para tentar mantê-lo afastado dos conventos, mas sua mãe acabou por libertá-lo e, finalmente, Tomás pôde se entregar à religião. Tinha então dezoito anos. Não sendo por acaso a sua escolha pela Ordem de São Domingos, que trabalha para unir ciência e fé em favor da humanidade.

Foi para Colônia e Paris estudar com o grande Santo e doutor da Igreja, Alberto Magno. Por sua mansidão e silêncio foi apelidado de “boi mudo”, por ser também, gordo, contemplativo e muito devoto. Depois se tornou conselheiro dos papas Urbano IV, Clemente IV e Gregório X, além do rei São Luiz da França. Também, lecionou em grandes universidades de Paris, Roma, Bologna e Nápoles e jamais se afastou da humildade de frei, da disciplina que cobrava tanto de si mesmo quanto dos outros e da caridade para com os pobres e doentes.

Grande intelectual, vivia imerso nos estudos, chegando às vezes a perder a noção do tempo e do lugar onde estava. Sua norma de vida era: “oferecer aos outros os frutos da contemplação”. Sábios e políticos tentaram muitas vezes homenageá-lo com títulos, honras e dignidades, mas Tomás sempre recusou. Escrevia e publicava obras importantíssimas, frutos de seus estudos solitários desfrutados na humildade de sua cela, aliás seu local preferido. Seus escritos são um dos maiores monumentos de filosofia e teologia católica.

Tomás D’Aquino morreu muito jovem, sem completar os quarenta e nove anos de idade, no mosteiro de Fossanova, a caminho do II Concílio de Lion, em 07 de março de 1274, para o qual fora convocado pelo papa Gregório X. Imediatamente colégios e universidades lhe prestaram as mais honrosas homenagens. Suas obras, a principal, mais estudada e conhecida, a “Summa Teológica”, foram a causa de sua canonização, em 1323. Disse sobre ele, nessa ocasião, o papa João XXII: “Ele fez tantos milagres, quantas proposições teológicas escreveu”. É padroeiro das escolas públicas, dos estudantes e professores.

No dia 28 de janeiro de 1567, o papa São Pio V lhe deu o título de “doutor da Igreja”, e logo passou a ser chamado de “doutor angélico”, pelos clérigos. Em toda a sua obra filosófica e teológica tem primazia à inteligência, estudo e oração; sendo ainda a base dos estudos na maioria dos Seminários. Para isso contou, mais recentemente, com o impulso dado pelo incentivo do papa Leão XIII, que fez reflorescer os estudos tomistas.



25 de jan. de 2026

Francisco de Assis ensina: quem reza, serve!


A oração sempre ocupou lugar central na vida cristã, não apenas como devoção, mas como fonte que sustenta e inspira todas as escolhas e ações do discípulo. Desde os antigos mestres espirituais, passando pela experiência de Santo Afonso de Ligório, aprendemos que rezar é reconhecer que “sem mim nada podeis fazer” e pedir o dom do Espírito para viver segundo o Evangelho. 

São Francisco de Assis é testemunha luminosa dessa verdade: sua profunda vida de oração, feita de silêncio, louvor, escuta e entrega, tornou-se ação concreta, serviço humilde, cuidado dos pequenos e reconstrução da vida dos que sofrem. Por isso, a oração cristã não permanece apenas na interioridade; ela abre o coração, purifica a intenção e conduz ao compromisso real com o Reino de Deus.

Orar é elevar a mente e o coração a Deus, confiando inteiramente na sua graça. Não se trata de um gesto isolado de devoção, mas da fonte que orienta toda ação cristã. 

Desde os antigos mestres, como Hugo de São Vítor, e conforme a tradição bíblica do Livro da Sabedoria, entende-se que a oração é o caminho pelo qual se recebe a sabedoria e o Espírito: “Invoquei o Senhor, e veio a mim o espírito da sabedoria.” Hugo recorda que, sem o auxílio divino, a iniciativa humana é insuficiente. A oração, portanto, é o acesso à filiação divina e nos torna capazes de pedir e viver o dom do Espírito. 

Santo Afonso reforça essa verdade a partir do mandato de Cristo: “Sem mim nada podeis fazer”. A oração não é um adorno religioso, mas a respiração da vida cristã. Quem reza com sinceridade e constância pede, antes de tudo, o dom do Espírito, e desse encontro nascem a fé, a esperança e a caridade autênticas.

A oração genuína, porém, não se limita ao interior: ela transforma e encaminha para o serviço. 

Enzo Bianchi e a tradição litúrgica lembram que a liturgia é “parusia antecipada”, sinal do Reino que já vem ao encontro do povo. O ministro, o celebrante e todo cristão só podem comunicar aquilo que carregam no coração: “Se você não estiver evangelizado, não poderá evangelizar; se a Palavra não mora em você, não poderá comunicá-la à assembleia.” 

São Carlos Borromeu aconselhava os ministros: “Se você administra os sacramentos, medite no que está fazendo. 

Se celebra a missa, medite no que está oferecendo. 

Se recita os salmos, medite a quem e do que está falando.”    A regra é clara: a liturgia molda o coração para a caridade; a oração prepara e orienta a ação sacramental e pastoral. Orar e celebrar é preparar-se para servir e levar à vida aquilo que a Palavra e os sacramentos suscitam.

A vida de São Francisco de Assis ilumina essa união inseparável entre contemplação e serviço. Seu Cântico das Criaturas, sua oração diante do crucifixo e sua intimidade com Deus revelam uma espiritualidade que transforma tudo em compaixão e prática solidária. Na prece diante do crucifixo, “Altíssimo, glorioso Deus, ilumina as trevas do meu coração. Dá-me fé reta, esperança certa e caridade perfeita. Dá-me, Senhor, senso e discernimento para que eu cumpra o teu santo e verdadeiro mandamento”, Francisco mostra a prioridade da vida cristã: pedir a graça para viver o Evangelho. Ele viu a criação como “um grande coro de onde brota contínua oração” e fez da atenção aos pobres a consequência necessária dessa experiência contemplativa. Para ele, a oração que não gera partilha não é conforme ao Evangelho: a verdadeira espiritualidade conduz ao encontro dos pequenos, ao cuidado dos leprosos, à partilha do alimento, à presença junto aos marginalizados. A caridade é o fruto visível da alma que reza.

Praticar a fé significa, portanto, transformar a contemplação em gestos cotidianos: cultivar a Palavra, estudá-la, meditá-la, deixá-la moldar o coração; buscar a reconciliação com Deus e com os irmãos; ajudar os necessitados com partilha e presença; oferecer escuta; promover a comunhão. A Eucaristia, centro da vida cristã, recorda esse movimento: alimentar-se do Corpo do Senhor é assumir a responsabilidade de levar alimento e dignidade aos famintos. A espiritualidade franciscana sublinha que solidariedade é prática de amor: viver a destinação universal dos bens, a fraternidade e a partilha como escolhas diárias. “O que eu tenho, eu dou” resume a decisão de não viver para si, mas para quem precisa.

Há, portanto, um caminho claro: a oração nos dá o Espírito; o Espírito fecunda a fé; a fé se traduz em obras de amor. 

Tal percurso exige humildade, ser sinal pobre de Cristo, e coerência litúrgica: a celebração não é espetáculo, mas gesto formativo que converte. Quem preside, canta ou reza os ofícios deve fazê-lo com atenção e reverência, consciente de que a liturgia possui força evangelizadora quando é vivida em adoração. 

Ao mesmo tempo, a prática cristã é profética: uma espiritualidade que não promove transformação social nem se compromete com a justiça permanece mutilada. A fé que salva é a que humaniza, denuncia injustiças, reconstrói e liberta.

Concluímos com o mesmo espírito de Francisco, que inspirou gerações: oração e ação são duas faces da mesma vocação. Como escreveu o Poverello pouco antes de morrer: “Irmãos, até agora pouco ou nada fizemos; vamos recomeçar!” Recomeçar na oração, que desarma o ego e prepara o coração; recomeçar na caridade, que torna crível a Palavra de Deus. Orar e praticar é viver a fé como caminho de amor, nas pequenas ações, nas decisões corajosas, na partilha cotidiana, até que o mundo reconheça, em nós, o rosto misericordioso de Deus.

Paz e Bem!

Fr. Augusto Luiz Gabriel


25/JANEIRO DIA DE SÃO PAULO

                                    

No início do cristianismo, nenhum homem se entregou tão generosamente ao seguimento de Jesus, como Paulo de Tarso (3 - 60). Na sua pequena cidade natal vivia-se o mundo todo, pois lá circulavam livremente as três grandes culturas da época: a hebraica, a grega e a romana.
Podemos dividir a vida de São Paulo em duas partes. Nos 30 primeiros anos, de Tarso até Damasco, aparece mais o 'perseguidor'; nos outros 30 anos, de Damasco até Roma, onde ele morrerá decapitado, temos o 'seguidor' de Jesus, o discípulo missionário..
No início desse processo, Saulo combateu sem tréguas os seguidores do Nazareno, pois via neles os inimigos da religião revelada. Depois, seguirá Jesus com um ardor apaixonado. Paulo não conhece meio termo: de inimigo feroz se fez amigo e, como todo convertido, detesta a mediocridade.
.
Como aconteceu esta mudança?
.
Corria o ano 36 da nossa era. O fanático Saulo se dirige para Damasco querendo acabar com estes judeus desvairados, discípulos de Jesus. Ele já tinha feito isso na Judeia, quando participou do apedrejamento de santo Estêvão em Jerusalém.
.
As comunidades cristãs o temiam, pois ele era cruel, frio e desumano.
.
Pois bem, quando estava às portas de Damasco foi derrubado misteriosamente pelo amor do Ressuscitado, acontecendo coisas profundíssimas na sua mente e no seu coração, como destaca a famosa pintura de Caravaggio (1600) revestindo Saulo com o sangue de Cristo (vermelho/púrpura!). Veja como foi:
- Por que me persegues?... Pergunta direta. É o grito do pobre e do oprimido que confronta o seu opressor.
- Quem és tu, Senhor? Resmungou Saulo, abalado por aquela primeira pergunta.
.
Diálogo angustiado e arredio. Desde a morte brutal do diácono Estêvão, sua alma se transformara num verdadeiro campo de batalha... Eis agora Saulo pelo chão, caído, cegado, repassando sua vida... Seus olhos jamais enxergaram tanto e em tão pouco tempo. Jesus Ressuscitado veio ao seu encontro!
- Eu sou Jesus, a quem tu persegues! O coração de Saulo bateu fortemente. Desmoronava um estilo prepotente de vida e começava a nascer o melhor discípulo. Paulo será o triunfo da razão e da fé sobre o fanatismo da lei.
.
Você já percebeu como nos momentos mais importantes da vida, quando precisamos tomar decisões importantes, mil pensamentos perpassam pela nossa cabeça? Quase um terremoto! Só depois, com o passar do tempo, a paz se instala no próprio coração. Paulo experimentou o amor misericordioso de Jesus salvando-o. Então, veio a pergunta existencial e fundamental:
.
- Senhor, que queres que eu faça?...
Se ele fizera tanto contra Cristo quanto não fará mais por ele?
Desde então, Paulo percorrerá países falando de Jesus e fortalecendo as incipientes comunidades cristãs. Um dia, o prenderam e o denunciaram... Que ironia, de perseguidor passou a ser perseguido e condenado à morte. Eis o que este homem tinha em Roma: Uma velha capa, para defender-se do frio, e uns pergaminhos... De quem nada mais esperava do mundo tudo pode o mundo esperar! .
A espada do carrasco cortou, por fim, sua cabeça. Era o ano 60 da era cristã: Pelejei o bom combate, terminei a minha carreira... Guardei a fé!
.
Precisamos de mais discípulos de Jesus, como Paulo..
Uma pergunta: O que você fez, faz e pode fazer por Jesus?

Pe. J. Ramón F. de la Cigoña sj

 

20 de jan. de 2026

Jesus Quebrou a Regra Para Salvar Sua Vida l Padre Ezequiel

 


"É senhor também do sábado". (Marcos 2,23-28)


Deus não coloca mais peso sobre a sua vida; Ele a sustenta. Muitas vezes, a religião é apresentada como um conjunto de regras pesadas e fardos impossíveis de carregar. Mas Jesus veio para quebrar essa lógica. A Palavra de hoje nos mostra que, para Ele, as pessoas são sempre mais importantes do que as normas. . Nesta reflexão, vamos mergulhar no confronto de Jesus com os fariseus a respeito do sábado. Descobriremos que a novidade radical que Ele traz é colocar a vida, a necessidade humana e o cuidado com o próximo no centro de tudo, acima de qualquer lei ou tradição religiosa. Nesta reflexão, nós vamos compreender juntos: .
  • O profundo significado da frase de Jesus: "O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado".
  • Por que a fé nunca deve ser um peso, mas sim uma fonte de libertação, alívio e vida.
  • O perigo de uma religião "quadrada" e restritiva, que muitas vezes afasta as pessoas em vez de acolhê-las.
  • O convite de Jesus para sairmos do "quadrado" das leis e entrarmos no círculo do amor, da misericórdia e da compaixão.
  • A beleza do Salmo 144, que nos revela um Deus clemente, compassivo e bom para com TODAS as suas criaturas.
. No final, faremos uma oração para que o Senhor nos ajude a colocar sempre a vida e o cuidado com as pessoas em primeiro lugar. Minha intenção é que esta palavra te liberte de qualquer fardo religioso e te ajude a viver uma fé mais leve, humana e centrada no amor. . Se você está chegando pela primeira vez, clique em "inscrever-se" para receber diariamente uma palavra que renova e transforma. E não se esqueça de compartilhar esta bênção! Que o Deus de Amor te cure, que o Deus de Amor te sustente e que o Deus de Amor te transforme.

Acompanhe e siga o Padre Ezequiel nas redes:


São Sebastião, História, Vida e Milagres( 20 de JANEIRO)

Segue a oração de São Sebastião:

Glorioso mártir São Sebastião, soldado de Cristo e exemplo de cristão, hoje vimos pedir a vossa intercessão junto ao trono do Senhor Jesus, nosso Salvador, por Quem destes a vida.


Vós que vivestes a fé e perseverastes até o fim,
pedi a Jesus por nós para que sejamos testemunhas do mor de Deus.
Vós que esperastes com firmeza nas palavras de Jesus, pedi-Lhe por nós, para que aumente a nossa esperança na ressurreição.
.

Vós que vivestes a caridade para com os irmãos, pedi a Jesus para que aumente o nosso amor para com todos.
.
Enfim, glorioso mártir São Sebastião, protegei-nos contra a peste,
a fome e a guerra; defendei as nossas plantações e os nossos rebanhos, que são dons de Deus para o nosso bem e para o bem de todos.
E defendei-nos do pecado,que é o maior de todos os males.
Assim seja.




São Sebastião é um dos santos mais famosos entre o povo brasileiro. Por causa de sua poderosa intercessão e incontáveis milagres obtidos, ele se tornou padroeiro de muitas cidades e outras tantas cidades e bairros por todo o Brasil receberam o nome de São Sebastião.
A fortaleza para superar os diferentes tipos de dificuldades e situações foi um traço que marcou a vida de São Sebastião e ele anima a ter o mesmo espírito de confiança total em Deus e audácia cristã para fazer da vida uma caminhada segura rumo à felicidade.

História da vida de São Sebastião.
São Sebastião (256-288) nasceu na França e logo foi com os pais para Milão, na Itália. Nas terrras italianas cresceu na fé cristã e ficou famoso como valente soldado e depois capitão da guarda do imperador Romano. Os cristãos eram perseguidos na época e muitos foram presos e martirizados, porém as pessoas não sabiam que São Sebastião era cristão e assim ele conseguiu ajudar muitas pessoas presas por seguirem o Cristianismo, diminuindo as penas, dando alimento e animando a perseverarem na fé em Cristo, mesmo que isso implicasse o martírio.
.
Outro feito que conseguiu foi a conversão de vários prisioneiros para o Cristianismo, junto com a realização de milagres, como a cura de uma mulher surda. 
Quando descobriram que Sebastião era cristão ele foi atado a uma árvore, recebeu flechadas e foi abandonado. 
Contudo, ele sobreviveu às flechas e Santa Irene cuidou dele até que ficasse curado.
.
Após recobrar a saúde, São Sebastião retornou as suas atividades apostólicas e foi preso novamente pregando o Cristianismo. Desta vez, o imperador ordenou o seu martírio definitivo e se assegurou que ele de fato havia morrido.
.
São Sebastião é um exemplo de coragem ante os obstáculos da vida e fidelidade mesmo diante das contrariedades e perseguições. É interessante notar o seu empenho em fazer o bem ocultamente, aproveitando todas as circunstâncias para semear alegria, consolo e ânimo para as pessoas próximas, mesmo sabendo que quando fosse descoberto poderia ter complicações. São Sebastião também pode ser reconhecido por sua prontidão em fazer a Vontade de Deus e enorme espírito de serviço, pois após recobrar a saúde ele se volta para os outros e quer continuar fazendo o bem, sem achar que já fez muito na vida e que agora precisa repousar.
.
São Sebastião vivencia as palavras da Bíblia: Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, avanço para as que estão diante de mim (Filipenses 3:13).
.
E por fim, pode se ver o otimismo de São Sebastião que concentra seu olhar na realidade, identifica as oportunidades de fazer o melhor e prossegue para fazer aquilo que outros achariam impossível.
.
Milagres de São Sebastião
.
Além de ser um fervoroso cristão e alguém que irradiava ânimo para viver e lutar, mesmo durante a vida São Sebastião realizou muitos milagres, principalmente entre os doentes, e depois quando foi para o Céu intercedeu por mais milagres ainda.
.
Milagres de São Sebastião: cura de doenças
.
Enquanto funcionário do exército romano, São Sebastião curou pessoas cegas, surdas e com outras doenças.
.
Vários outros milagres foram realizados quando a peste atingiu cidades da Europa na Idade Média. Depois de ser invocada a intercessão do santo cidades inteiras foram curadas da peste que havia matado milhares de pessoas. Diversos locais e cidades ficaram protegidos contra a peste, mesmo estando próximo de cidades infectadas.
.
Milagres de São Sebastião e os soldados
.
Há também batalhas que foram vencidas por militares que recorreram a São Sebastião para alcançar a vitória contra os inimigos.
.
Além disso, muitos soldados que pediram com fé a graça da cura após ferimentos em combates e guerras, alcançaram essas bençãos.
.
Milagres de São Sebastião e os atletas
.
São Sebastião também recebeu após alguns séculos o título de Campeão de Cristo (no latim Athleta Christi) e foi com frequência invocado pelos atletas para obterem graças especiais.
.
Em todo o mundo atletas e praticantes de esportes que recorreram e alcançaram curas de lesões e venceram competições com a ajuda do santo. Muitos esportistas brasileiros são devotos de São Sebastião e atribuem a ele os sucessos de sua vida.
Devoção a São Sebastião
.
A devoção a São Sebastião é enorme por todo o mundo e tem um fervor especial no Brasil. A Festa de São Sebastião é comemorada dia 20 de Janeiro e dezenas de cidades brasileiras organizam eventos manifestando também a devoção ao santo que opera milagres de acordo com a Vontade de Deus para os devotos que pedem com confiança.
.
Pela história de vida corajosa e perseverante, juntamente com os inúmeros milagres alcançados por pessoas que rogaram ao santo é natural entender porque milhares de pessoas rezam continuamente a São Sebastião e procuram de alguma forma manifestar sua união a tão poderoso mediador de graças.
.
Medalha de São Sebastião é a forma mais tradicional de manifestar a devoção ao santo, que é representado como um homem com algumas flechas e preso a uma árvore.


3 de jan. de 2026

03/01 - Benção da Noite | Oração da Noite

 



Desejo a você uma ótima noite!

📌 INSCREVA-SE no canal e ative o sininho 🔔 para não perder nenhuma bênção! 

📱 Compartilhe com alguém que precisa dessa palavra hoje.