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✨ 1 de outubro · Santa Teresa do Menino Jesus: a carmelita de Lisieux que prometeu uma chuva de rosas quando já não sentia o céu
Você sabia que Santa Teresa do Menino Jesus, a santa das rosas, prometeu «passar meu céu fazendo o bem na terra» nos mesmos meses em que confessava que o céu tinha se tornado névoa? Ela morreu em 30 de setembro de 1897, aos vinte e quatro anos, com um crucifixo nas mãos e estas últimas palavras: «Meu Deus… eu vos amo».
Neste vídeo você vai descobrir:
🌹 Quando e de onde ela prometeu a chuva de rosas: em 19 de março de 1897 pedia a são José para passar seu céu fazendo o bem, e em junho anunciou que sua ação seria como uma chuva de rosas. 🌫️ O que confiou à irmã Teresa de Santo Agostinho no início de 1897 sobre a noite da fé, e como continuou rezando pelos que não acreditavam. 🕯️ Sua última semana, dia a dia, segundo o que anotou a Madre Inês, até as sete e vinte da noite de 30 de setembro de 1897. ⛪ O que restava em seu túmulo ao ser aberto em 1910, quais curas a Igreja aprovou e por que ela é Doutora da Igreja desde 1997 e padroeira das missões desde 1927.
Do sorriso da Virgem que a curou aos dez anos à noite de Natal de 1886, da audiência com Leão XIII à vocação ao amor no coração da Igreja: uma jovem que se soube pequena demais para subir sozinha e se deixou levar. É Teresa de Lisieux, não Teresa de Ávila, e aqui a história é contada com as suas próprias palavras. Acompanhe o episódio completo até a oração final a Santa Teresinha do Menino Jesus.
📚 Fontes e bibliografia Fontes primárias e institucionais
Teresa de Lisieux, Manuscritos A, B e C; Cartas; Orações · Madre Inês de Jesus, Caderno amarelo (setembro de 1897) · Relatos antigos das duas exumações · Biografia, Último ano de vida, Chuva de rosas, Milagres e Histórico da beatificação e canonização — archives.carmeldelisieux.fr
João Paulo II, Divini Amoris Scientia (1997) · Francisco, C'est la confiance (2023)
Programa da viagem de Leão XIV à França (2026) — vatican.va
Santuário de Lisieux: Festa de Santa Teresa 2026 e Viagens das relíquias — therese-de-lisieux.catholique.fr
ESTUDOS:
Guy Gaucher, ocd, Les éditions critiques – 1956 et après (2022)
A. Guise, Les miracles de Thérèse (2023)
Este episódio distingue com respeito as passagens de tradição hagiográfica e devocional da história documentada, apresentando-as sempre como memória viva da Igreja. A palma fresca e o perfume de violetas na exumação de 1910 são o que contaram os presentes; as cartas de graças são relatos dos fiéis, e só as curas examinadas e aprovadas pela Igreja se chamam milagres.
Série documental produzida com fins educativos, devocionais e de formação espiritual e histórica. Toda a iconografia histórica é citada com fim cultural e catequético.
Narração e ilustrações criadas com auxílio de IA · pesquisa, roteiro e edição humanas
A “pequena Teresa” nunca deixou de ajudar as almas mais simples, os pequenos, os pobres e os sofredores que a ela rezam, mas também iluminou toda a Igreja com a sua profunda doutrina espiritual, a tal ponto que o Venerável Papa João Paulo II, em 1997, desejou dar-lhe o título de Doutora da Igreja, em acréscimo àquele de Padroeira das Missões, já atribuído por Pio XI em 1939. . Teresa nasceu em 2 de janeiro de 1873 em Alençon, uma cidade da Normandia, na França. É a última filha de Luigi e Zelia Martin, esposos e pais exemplares, beatificados conjuntamente em 19 de outubro de 2008. Tiveram nove filhos; desses, quatro morreram em tenra idade. Restaram cinco filhas, que se tornaram todas religiosas. Teresa, aos quatro anos, é profundamente ferida pela morte da mãe (Ms A, 13r). O pai, com as filhas, transfere-se então para a cidade de Lisieux, onde se desenvolverá toda a vida da Santa. Mais tarde, Teresa, atingida por uma grave doença nervosa, é curada por uma graça divina, que ela mesma define como o “sorriso de Nossa Senhora” (ibid., 29v-30v). Recebeu depois a Primeira Comunhão, intensamente vivida (ibid., 35r), e colocou Jesus Eucaristia ao centro da sua existência.
A “Graça de Natal” de 1886 assinala a grande reviravolta, por ela chamada de sua “completa conversão” (ibid., 44v-45r). É curada, de fato, totalmente da sua hipersensibilidade infantil e inicia uma “jornada de gigante”. Com 14 anos, Teresa se aproxima sempre mais, com grande fé, a Jesus Crucificado, e carrega no coração o caso, aparentemente sem esperanças, de um criminoso condenado à morte e impenitente (ibid., 45v-46v). “Desejei a todo custo impedir-lhe de cair no inferno”, escreve a Santa, com a certeza de que a sua oração o teria colocado em contato com o Sangue redentor de Jesus. É a sua primeira e fundamental experiência de maternidade espiritual: “Tanta confiança tenho na Misericórdia Infinita de Jesus”, escreve. Com Maria Santíssima, a jovem Teresa ama, crê e espera com “um coração de mãe” (cfr. PR 6/10r). . Em novembro de 1887, Teresa dirige-se em peregrinação a Roma, juntamente com seu pai e a irmã Celina (ibid., 55v-67r). Para ela, o momento culminante é a Audiência com o Papa Leão XIII, ao qual pede a permissão para entrar, com apenas 15 anos, no Carmelo de Lisieux. Um ano depois, o seu desejo se realiza: torna-se Carmelita, “para salvar as almas e rezar pelos sacerdotes” (ibid., 69v). Contemporaneamente, inicia também a dolorosa e humilhante doença mental de seu pai. É um grande sofrimento que leva Teresa à contemplação do Rosto de Jesus na sua Paixão (ibid., 71rv). Assim, o seu nome de Religiosa – irmã Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face – expressa o programa de toda a sua vida, na comunhão com os Mistérios centrais da Encarnação e da Redenção. A sua profissão religiosa, na festa da Natividade de Maria, em 8 de setembro de 1890, é para ela um verdadeiro matrimônio espiritual na “pequenez” evangélica, caracterizada pelo símbolo da flor: “Que bela festa a Natividade de Maria para tornar-se esposa de Jesus! – escreve – Era a pequena Virgem Santa de um dia que apresentava a sua pequena flor ao pequeno Jesus” (ibid., 77r). Para Teresa, ser religiosa significa ser esposa de Jesus e mãe das almas (cfr Ms B, 2v). No mesmo dia, a Santa escreve uma oração que indica toda a orientação da sua vida: pede a Jesus o dom do seu Amor infinito, de ser a mais pequena, e sobretudo pede a salvação de todos os homens: “Que nenhuma alma seja condenada hoje” (Pr 2). De grande importância é a sua Oferta ao Amor Misericordioso, feita na festa da Santíssima Trindade de 1895 (Ms A, 83v-84r; Pr 6): uma oferta que Teresa compartilha imediatamente com as suas coirmãs, sendo já vice mestra de noviças. . Dez anos depois da “Graça de Natal”, em 1896, vem a “Graça de Páscoa “, que abre o último período da vida de Teresa, com o início da sua paixão em união profunda à Paixão de Jesus; trata-se da paixão do corpo, com a doença que a conduzirá à morte através de grandes sofrimentos, mas sobretudo trata-se da paixão da alma, com uma dolorosíssima prova da fé (Ms C, 4v-7v). Com Maria ao lado da Cruz de Jesus, Teresa vive então a fé mais heroica, como luz nas trevas que invadem sua alma. A Carmelita tem consciência de viver essa grande prova pela salvação de todos os ateus do mundo moderno, chamados por ela de “irmãos”. Vive então ainda mais intensamente o amor fraterno (8r-33v): em relação às suas irmãs de comunidade, aos seus dois irmãos espirituais missionários, aos sacerdotes e a todos os homens, especialmente os mais afastados. Torna-se verdadeiramente uma “irmã universal”! A sua caridade amável e sorridente é a expressão da alegria profunda, da qual nos revela o segredo: “Jesus, a minha alegria é amar a Ti” (P 45/7). Nesse contexto de sofrimento, vivendo o maior amor nas pequenas coisas da vida cotidiana, a santa leva a cumprimento a sua vocação de ser o Amor no coração da Igreja (cfr Ms B, 3v). . Teresa morre na noite de 30 de setembro de 1897, pronunciando as simples palavras “Meu Deus, vos amo!”, olhando o Crucifixo que segurava nas mãos. Essas últimas palavras da Santa são a chave de toda a sua doutrina, da sua interpretação do Evangelho. O ato de amor, expresso no seu último suspiro, era como o contínuo respiro da sua alma, como o batimento do seu coração. As simples palavras “Jesus Te amo” estão ao centro de todos os seus escritos. O ato de amor a Jesus a mergulha na Santíssima Trindade. Ela escreve: “Ah, Tu o sabes, Divino Jesus, Te amo, / O Espírito de Amor me inflama com o seu fogo, / É amando-Te que eu chegou ao Pai” (P 17/2).
“Um mês após a partida da nossa Santa Madre, a gripe se manifesta dentro da comunidade, eu estava só, de pé com duas outras irmãs, jamais poderei dizer tudo que vi, o que me pareceu a vida e tudo que se passou. O dia de meus 19 anos foi festejado por uma morte, logo seguida de duas outras. Nesta época eu estava só na Sacristia, a irmã primeira responsável pelo trabalho, estando muito doente, era eu que devia preparar os enterros, abrir as grades do coro para a missa, etc.
O Bom Deus me deu, de boa vontade, forças para esse momento, eu me pergunto agora como eu pude fazer sem medo tudo o que fiz; a morte reinava por toda parte, as mais doentes eram cuidadas por aquelas que mal se arrastavam, logo que uma irmã dava o último suspiro nós éramos obrigados a deixá-la só.
Uma manhã, quando me levanto, tive o pressentimento de que irmã Madeleine estava morta; o dormitório estava escuro, ninguém tinha saído das celas, enfim me decidi a entrar na cela de minha irmã Madeleine, da qual a porta estava aberta; eu a vi, com efeito, vestida e deitada sobre sua rústica cama, eu não tive o mínimo medo. Vendo que ela não tinha mais vela, fui procurar uma para ela, assim como uma coroa de rosas.
Na noite da morte da Madre Superiora, eu estava só com a enfermeira; é impossível de se supor o triste estado da comunidade neste momento, aquelas que estavam de pé podem, sozinhas, dela fazer uma ideia, mas no meio deste abandono, eu sentia que o Bom Deus velava sobre nós.
Era sem esforço que os agonizantes passavam para uma vida melhor, logo depois de suas mortes uma expressão de alegria e de paz se derramava sobre seus traços, nós diríamos um doce sono; isto era bem verdadeiro, porque depois que a aparência deste mundo tiver passado, elas acordarão para gozar eternamente das delícias reservadas aos eleitos.
Todo o tempo que a comunidade foi desta forma provada, eu pude ter a inefável consolação de fazer todos os dias a Santa Comunhão….Ah! Como era doce! Jesus me mimou muito tempo, muito mais tempo que suas fiéis esposas, pois ele permitiu que me dessem-No sem que os outros tivessem a felicidade de recebe-Lo.
Eu estava também feliz de tocar os vasos sagrados, de preparar as pequenas faixas destinadas à receber Jesus, eu sentia que devia ser bem fervorosa e me lembrava frequentemente desta palavra endereçada a um Santo Diácono: “Sejais Santo, vós que tocais os vasos do Senhor”.
Eu não posso dizer que tenha frequentemente recebido consolações durante minhas ações de graças, é talvez o momento que eu as tive menos. Eu achei natural, uma vez que eu me ofereci a Jesus não como uma pessoa que deseja receber sua visita para sua própria consolação, mas ao contrário, para o prazer Dele que se doa a mim”.
No dia 24 de setembro comemora-se um título expressivo de Maria, invocada como Nossa Senhora das Mercês ou da Misericórdia. Esta bela invocação remonta ao século XIII, época da dominação maometana na Península Ibérica.
. Pedro Nolasco recebeu da Virgem Maria uma bela inspiração para fundar uma Ordem religiosa inteiramente devotada ao auxílio e redenção dos cristãos cativos. No dia 10 de agosto do ano de 1218, o Bispo de Barcelona, na Espanha, D. Berenguer de Palou, com toda a solenidade, na Catedral, estando presente o monarca Jaime I, de Aragão, e grande número de católicos, presidiu a uma cerimônia que marcaria a História da Igreja. Com efeito, Pedro Nolasco e Treze Cavalheiros se consagraram a Deus e se propunham oficialmente a se dedicarem à redenção dos cristãos escravos que corriam grande perigo, inclusive, de traírem sua crença religiosa. . Grandes os benefícios prestados pelos mercedários àqueles que estavam sob o jugo dos mouros. A ordem aprovada pelo Papa se espalhou pela Europa e, descoberta a América, estes religiosos viram um campo aberto para suas atividades, agora junto aos povos originários, depois, na proteção dos escravos africanos.
No Brasil No século XVII em pleno ciclo do ouro, nas Minas Gerais, a Irmandade de Nossa Senhora das Mercês se estabeleceu em Ouro Preto. Espalhou-se depois para outras regiões mineiras, como Diamantina, São João Del Rei, Mariana, Sabará e Santa Bárbara, onde belos templos lhe foram edificados. Isto ocorreu também em outras partes do Brasil, como em São Luís do Maranhão, Belém do Pará, Rio de Janeiro. O padre Antônio Vieira assim se expressou sobre esta devoção:
“Nossa Senhora da Vitória é dos conquistadores; Nossa Senhora das Mercês é de todos, porque a todos indiferentemente está prometendo e oferecendo todas as mercês que lhe pedirem. Nos tesouros das Mercês desta Senhora não só há para o soldado vitória, para o desterrado pátria, para o descaminhado luz, para o contemplativo favores do Céu, mas nenhum título há no mundo com que a Virgem Maria seja invocada que debaixo do amplíssimo nome de Nossa Senhora das Mercês não esteja encerrado e que esta Senhora se não deva pedir com igual confiança. Estais triste e desconsolado? Não é necessário chamar pela Senhora da Consolação, valei-vos a Senhora das Mercês que Ela vos fará mercê de vos consolar. Estais aflito e angustiado, não é necessário chamar pela Senhora das Angústias, valei-nos da Senhora das Mercês e Ela vos fará mercê em vossas pretensões […] De sorte que em todos os despachos que a Senhora costuma dar em tão diferentes tribunais, como os que tem pelo mundo, todos estão avocados a este título das Mercês, porque por ele se fazem todos.” . Neste contexto histórico do consumismo deste início do terceiro milênio, a Senhora das Mercês liberta da escravidão do luxo, dos gastos inúteis do pecado. Cumpre orar a ela para não deixar o mundo cair nas garras do terrorismo internacional e que ela dê paz às nações. Título, portanto, atualíssimo este e venturosos os que se colocarem sob a égide desta Madona mui poderosa, invocando-a com denominação tão expressiva.
Virgem Maria, Mãe das Mercês, com humildade acorremos a Vós, certos de que não nos abandonais por causa de nossas limitações e faltas.
Animados pelo vosso amor de Mãe, oferecemo- vos nosso corpo para que o purifiqueis, nossa alma para que a santifiqueis, o que somos e o que temos, consagrando tudo a Vós.
Amparai, protegei, bendizei e guardai sob a vossa maternal bondade a todos e a cada um dos membros desta família que se consagra totalmente a Vós.
Ó Maria, Mãe e Senhora nossa das Mercês, apresentai-nos ao vosso Filho Jesus, para que, por vosso intermédio alcancemos, na terra, a sua Graça e depois a vida eterna.
Nasceu em Pietrelcina (Sul de Itália) no dia 25 de maio de 1887. Chamava-se Francisco Forgione. O nome de Frei Pio de Pietrelcina recebeu-o em 1903, quando entrou na Ordem dos Capuchinhos. Foi ordenado sacerdote a 10 de agosto de 1910. . Viveu uma vida de exigência pessoal. Venceu os maus instintos. Foi rigoroso na luta contra os vícios, simples no vestir e na comida e extremamente cuidadoso em evitar atos que pudessem ofender a Deus, aos irmãos ou a qualquer pessoa. A vida de família iniciou-o nesta radicalidade e no Convento também encontrou ambiente que a favoreceu. . Frei Pio é considerado um grande místico por todas as pessoas a quem chegou a sua ação e influência. Nisto consistiu a radicalidade profunda e original da sua espiritualidade, que o faz ter admiradores em todos os continentes, apesar de a maior parte das pessoas de hoje não entenderem o que se quer dizer com a palavra místico. Nada mais contrário ao mundo naturalista em que vivemos do que o conjunto de fenômenos sobrenaturais que se tornaram vulgares na vida do Frei Pio. Foram muitos os fenômenos, humanamente inexplicáveis, que marcaram fortemente a existência deste homem de Deus. . Assim como aconteceu com São Francisco de Assis, o Senhor crucificado quis partilhar com ele as dores da sua Paixão concedendo-lhe a graça dos estigmas, a 20 de setembro de 1915. Este foi o acontecimento místico mais marcante na vida do Frei Pio, mas há outros que importa, pelo menos, enumerar: o dom da profecia, o dom do discernimento dos espíritos, o dom da bilocação, o dom das curas, o dom das conversões, o dom dos perfumes.
O que mais atraiu as multidões de todos os continentes ao Convento de São Giovanni Rotondo durante a sua vida, foi a celebração da Eucaristia, o heroico atendimento de confissões e a direção espiritual (a quem recorreu muitas vezes o Papa São João Paulo II, então estudante de Teologia em Roma). . O Senhor concedeu ao Frei Pio a graça de deixar duas obras para a posteridade: a Casa do Alívio para o sofrimento e os Grupos de Oração. Acerca destes últimos, dizia: “Os grupos de oração são os corações e as mãos que sustentam o mundo”. Morreu no dia 23 de setembro de 1968. Em 21 de janeiro de 1990, Padre Pio foi proclamado “venerável”, beatificado em 2 de maio de 1999 e foi canonizado em 16 de junho de 2002, proclamado na Praça de São Pedro por São João Paulo II como São Pio de Pietrelcina. A sua festa litúrgica é celebrada dia 23 de setembro. Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.
Você está passando por algum sofrimento forte? Aproveite este dia e coloque sua dor no colo de Nossa Senhora das Dores
Nossa Senhora das Dores, eu te apresento todas as minhas necessidades, mágoas, tristezas, misérias e sofrimentos.
Ó Mãe das dores e rainha dos mártires, que tanto sofreste ao ver teu Filho flagelado, escarnecido e morto para me salvar, acolhe minhas preces:
"Mãe amável, concede-me uma verdadeira contrição dos meus pecados e uma sincera mudança de vida.
Nossa Senhora das Dores, que estiveste presente no calvário de Nosso Senhor Jesus Cristo, fica também presente nos meus calvários. Eu te suplico esta graça de que tanto necessito:
(Faça seu pedido)
Por piedade, ó advogada dos pecadores, não deixes de amparar a minha alma na aflição e no combate espiritual que a todo momento estou sujeito a travar.
Nossa Senhora das Dores, quando as dores vierem e os sofrimentos chegarem, não me deixes desanimar.
Mãe das dores, envolve-me em teu sagrado manto e ajuda-me a passar pelo vale de lágrimas.
Salve Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando, neste vale de lágrimas. Eia pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto de Vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Permanece conosco e dá-nos o teu auxílio, para que possamos converter as lutas em vitórias, e as dores em alegrias.
Roga por nós, ó Mãe, porque não és apenas a Mãe das dores, mas também a Senhora de todas as graças.
Nossa Senhora das Dores, fortalece-me nos sofrimentos da vida. (3x) Amém.
Site Canção Nova:A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos:
Nossa Senhora das dores
“Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus e o teu pranto enxugar!”
Assim, a Igreja reza a Maria neste dia, pois celebramos sua compaixão, piedade; suas sete dores cujo ponto mais alto se deu no momento da crucificação de Jesus. Esta devoção deve-se muito à missão dos Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa – e sua entrada na Liturgia aconteceu pelo Papa Bento XIII.
Nós, como Igreja, não recordamos as dores de Nossa Senhora somente pelo sofrimento em si, mas sim, porque também, pelas dores oferecidas, a Santíssima Virgem participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma, Maria, imagem da Igreja, está nos apontando para uma Nova Vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas sim, oblação de si para uma civilização do Amor.
Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!
O culto a Nossa Senhora das Dores iniciou-se no ano 1221 no Mosteiro de Schönau, na então Germânia, hoje, Alemanha. A festa de Nossa Senhora das Dores como hoje a conhecemos, celebrada em 15 de setembro, teve início em Florença, na Itália, no ano de 1239 através da Ordem dos Servos de Maria, uma ordem profundamente mariana.
1. A profecia de Simeão sobre Jesus (Lucas, 2, 34-35) 2. A fuga da Sagrada Família para o Egito (Mateus, 2, 13-21); 3. O desaparecimento do Menino Jesus durante três dias (Lucas, 2, 41-51); 4. O encontro de Maria e Jesus a caminho do Calvário (Lucas, 23, 27-31); 5. O sofrimento e morte de Jesus na Cruz (João, 19, 25-27); 6. Maria recebe o corpo do filho tirado da Cruz (Mateus, 27, 55-61); 7. O sepultamento do corpo do filho no Santo Sepulcro (Lucas, 23, 55-56). Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!
Evangelho (Jo 3,13-17): Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu: o Filho do Homem. Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também será levantado o Filho do Homem, a fim de que todo o que nele crer tenha vida eterna. De fato, Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele».
Hoje, o Evangelho é uma profecia, isto é, uma olhada no espelho da realidade que nos introduz em sua verdade, mais além do que nos dizem nossos sentidos: a Cruz, a Santa Cruz de Jesus Cristo, é o Trono do Salvador. Por isso, Jesus afirma que «deve que ser levantado o Filho do homem» (Jo 3,14).
Bem sabemos que a cruz era o suplício mais atroz e vergonhoso de seu tempo. Exaltar a Santa Cruz não deixaria de ser um cinismo se não fosse porque ai está o Crucificado. A cruz, sem o Redentor, é simples cinismo; com o Filho do Homem é a nova árvore da sabedoria. Jesus Cristo, «oferecendo-se livremente à paixão» da Cruz abriu o sentido e o destino de nosso viver: subir com Ele à Santa Cruz para abrir os braços e o coração ao Dom de Deus, num intercâmbio admirável. Também aqui nos convém escutar a voz do Pai desde o céu: «Este é meu Filho (...), em quem me comprazo» (Mc 1,11). Encontrarmos crucificados com Jesus e ressuscitar com Ele: Eis aqui o porquê de tudo! Há esperança, há sentido, há eternidade, há vida! Nós os cristãos não estamos loucos quando na Vigília Pascal, de maneira solene, quer dizer, no Pregão Pascal, cantamos, louvando o pecado original: «Oh!, Culpa tão feliz, que tem merecido a graça de tão grande Redentor», que com sua dor tem impresso sentido à mesma dor.
«Olhai a árvore da cruz, foi sacrificado o Salvador do mundo: vem e adoremos» (Liturgia da sexta-feira Santa). Se conseguirmos superar o escândalo e a loucura de Cristo crucificado, não há nada mais que adorá-lo e agradecer-lhe seu Dom. E procurar decididamente a Santa Cruz em nossa vida, para termos a certeza de que, «por Ele, com Ele e Nele», nossa doação será transformada, nas mãos do Pai, pelo Espírito Santo, em vida eterna: «Derramada por vós e por muitos para o perdão dos pecados».
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Onde quer que um cristão gaste a sua vida honradamente, aí deve colocar, com o seu amor, a Cruz de Cristo, que atrai a Si todas as coisas» (S. Josemaria)
«O cristianismo não existe sem a Cruz e não existe Cruz sem Jesus Cristo. Assim um cristão que não se sabe glorificar em Cristo crucificado não percebeu o que significa ser cristão» (Francisco)
«A oração da Igreja venera e honra o Coração de Jesus, tal como invoca o seu santíssimo Nome. Adora o Verbo encarnado e o seu Coração que, por amor dos homens, Se deixou trespassar pelos nossos pecados. A oração cristã gosta de percorrer o caminho da cruz (Via-Sacra) no seguimento do Salvador. As estações, do Pretório ao Gólgota e ao túmulo, assinalam o caminho de Jesus que, pela sua santa cruz, remiu o mundo.» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.669)
A Natividade de Nossa Senhora é a festa de seu nascimento. É celebrada desde o início do cristianismo, no Oriente. E no Ocidente, desde o século VII. O profundo significado desta festa é o próprio Filho de Deus, nascido de Maria para ser o nosso Salvador. . Em seu Sermão do Nascimento da Mãe de Deus, Pe. Antônio Vieira diz: . Perguntai aos enfermos para que nasce esta Celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança; os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes: para Senhora da Paz; os desencaminhados: para Senhora da Guia; os cativos: para Senhora do Livramento; os cercados: para Senhora da Vitória. Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes: para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna: para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida: para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos: para Senhora da Graça; e todos os seus devotos: para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz (...), dirão que nasce (...) para ser Maria e Mãe de Jesus. (Apud José Leite, S. J., op. cit., Vol. III, p. 33.). ORAÇÃO Prece à Maria, Mãe de todos. "Dona e Senhora da Terra, do céu Rainha sem par, Virgem Mãe que um Deus encerra, suave Estrela do mar! Tua beleza fulgura, cingida embora de véus, pois nos trouxestes, tão pura, o próprio Filho de Deus. Hoje é o teu dia: nasceste; vieste sem mancha à luz; com teu natal nos deste o do teu Filho Jesus. Em ti celeste e terrena o nosso olhar se compraz, Rainha santa e serena, que à todos trazes a paz. Louvado o Deus trino seja, suba ao céu nosso louvor, pois quis tornar Mãe da Igreja a própria Mãe do Senhor". (Hino - Liturgia das Horas)
O Evangelho fala dela: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado de Emanuel, que significa: Deus está conosco.
Como viver esse Evangelho no dia de hoje?
O amor de Deus abrange toda a extensão da nossa vida.
O salmo 139 diz: Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. E o amor de Deus se estenderá também para além do nosso último respiro. Como sabemos disso? Por aquilo que Ele realizou em Maria, desde o seu nascimento, que celebramos hoje, até a sua presença materna no céu.
Basílica Santuário Arquidiocesano Mariano de Nossa Senhora da Penha - Aéreo
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Oração a Nossa Senhora da Penha
Ó Maria Santíssima, Senhora da Penha, em cujas mãos depositou Deus todos os tesouros das suas graças, constituindo-vos amorosa e larguíssima dispensadora,a todos os que a vós recorrem com viva fé.
Eis-me cheio de esperança no vosso eficacíssimo patrocínio,
solicitando, humildemente, vossa proteção e amparo.
Não negueis o vosso favor, ó cara Mãe, a esta amorosa,embora indigna filha.
Recordai-vos, ó Senhora da Penha, que nunca se ouviu dizer que algum dos que em vós tem depositado toda a sua esperança tenha ficado iludido.
Consolai-me pois, ó amorosíssima Senhora, com vossas graças que tão instantemente peço, a fim de continuar a honrar-vos na terra, com meu cordial reconhecimento até que possa, um dia, no céu, mais dignamente agradecer-vos todos os benefícios recebidos, nos séculos dos séculos.
Agnes Gouxha Bojaxhiu, madre Teresa de Calcutá, nasceu no dia 27 de agosto de 1910, em Skopje, Iugoslávia, de pais albaneses. Seus pais, Nicolau e Rosa, tiveram três filhos. Na época escolar, Agnes tornou-se membro de uma associação católica para crianças, a Congregação Mariana, onde cresceu em ambiente cristão. Aos doze anos, já estava convencida de sua vocação religiosa, atraída pela obra dos missionários. . Agnes pediu para ingressar na Congregação das Irmãs de Loreto, que trabalhavam como missionárias em sua região. Logo foi encaminhada para a Abadia de Loreto, na Irlanda, onde aprenderia o inglês e depois seria enviada à Índia, a fim de iniciar seu noviciado. Feitos os votos, adotou o nome Teresa, em homenagem à carmelita francesa, Teresa de Lisieux, padroeira dos missionários.
Primeiramente, irmã Teresa foi incumbida de ensinar história e geografia no colégio da Congregação, em Calcutá. Essa atividade exerceu por dezessete anos. Cercada de crianças, filhas das melhores famílias de Calcutá, impressionava-se com o que via quando saia à rua: pobreza generalizada, crianças e velhos moribundos e abandonados, pessoas doentes sem a quem recorrer.
O dia 10 de setembro de 1946 ficou marcado na sua vida como o “dia da inspiração”. Numa viagem de trem ao noviciado do Himalaia, percebeu que deveria dedicar toda a sua existência aos mais pobres e excluídos, deixando o conforto do colégio da Congregação.
E assim fez. Irmã Teresa tomou algumas aulas de enfermagem, que julgava útil a seu plano, e misturou-se aos pobres, primeiro na cidade de Motijhil. A princípio, juntou cinco crianças de um bairro miserável e passou a dar-lhes escola. Passados dez dias, já se somavam cinquenta crianças. O seu trabalho começou a ficar conhecido e a solidariedade do povo operava em seu favor, com donativos e trabalho voluntário.
Para irmã Teresa, o trabalho deveria continuar a dar frutos sem depender apenas das doações e dos voluntários. Seria necessário às suas companheiras que tivessem o espírito de vida religiosa e consagrada. Logo, uma a uma ouviram o chamado de Deus para entregarem-se ao serviço dos mais pobres. Nascia a Congregação das Missionárias da Caridade, com seu estatuto aprovado em 1950. E ela se tornou madre Teresa, a superiora.
As missionárias saíram às ruas e passaram a recolher doentes de toda espécie. Para as irmãs missionárias, cada doente, cada corpo chagado representava a figura de Cristo, e sua ajuda humanitária era a mais doce das tarefas. Somente com essa filosofia é que as corajosas irmãs poderiam tratar doentes de lepra, elefantíase, gangrena, cujos corpos, em putrefação, eram imagens horrendas que exalavam odores intoleráveis. Todos eles tinham lugar, comida, higiene e um recanto para repousar junto às missionárias.
Reconhecido universalmente, o trabalho de madre Teresa rendeu-lhe um prêmio Nobel da Paz, em 1979. Esse foi um dos muitos prêmios recebidos pela religiosa devido ao seu trabalho humanitário. Nesse período, sua obra já se havia espalhado pela Ásia, Europa, África, Oceania e Américas. . No dia 5 de setembro de 1997, madre Teresa veio a falecer, na Índia. A comoção foi mundial. Uma fila de quilômetros formou-se durante dias a fio, diante da igreja de São Tomé, em Calcutá, onde o seu corpo estava sendo velado. Ao fim de uma semana, o corpo da madre foi trasladado ao estádio Netaji, onde o cardeal Ângelo Sodano, secretário de Estado do Vaticano, celebrou a missa de corpo presente.
Em 2003, o papa João Paulo II, seu amigo pessoal, ao comemorar o jubileu de prata do seu pontificado, beatificou madre Teresa de Calcutá, reconhecida mundialmente como a “Mãe dos Pobres”. Na emocionante solenidade, o sumo pontífice disse: “Segue viva em minha memória sua diminuta figura, dobrada por uma existência transcorrida a serviço dos mais pobres entre os mais pobres, porém sempre carregada de uma inesgotável energia interior: a energia do amor de Cristo”.
A sua canonização aconteceu no dia 4 de setembro de 2016. Na ocasião, o Papa Francisco afirmou:
“A sua missão nas periferias das cidades e nas periferias existenciais permanece nos nossos dias como um testemunho eloquente da proximidade de Deus junto dos mais pobres entre os pobres. Hoje entrego a todo o mundo do voluntariado esta figura emblemática de mulher e de consagrada: que ela seja o vosso modelo de santidade!
Que esta incansável agente de misericórdia nos ajude a entender mais e mais que o nosso único critério de ação é o amor gratuito, livre de qualquer ideologia e de qualquer vínculo e que é derramado sobre todos sem distinção de língua, cultura, raça ou religião.”
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Evangelho (Lc 4,31-37): Naquele tempo, Jesus desceu para Cafarnaum, cidade da Galiléia, e lá os ensinava, aos sábados. Eles ficavam maravilhados com os seus ensinamentos, pois sua palavra tinha autoridade. Na sinagoga estava um homem que tinha um espírito impuro, e ele gritou em alta voz: «Que queres de nós, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: o Santo de Deus!». Jesus o repreendeu: «Cala-te, sai dele!». O demônio então lançou o homem no chão e saiu dele, sem lhe fazer mal algum. Todos ficaram espantados e comentavam: «Que palavra é essa? Ele dá ordens aos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem». E sua fama se espalhava por todos os lugares da redondeza.