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6 de jan. de 2016

MISSA NÃO É OPERETA: Pe. Zezinho scj

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Opera é um teatro todo cantado. Opereta, um teatro declamado, falado e cantado. Pode haver danças no meio. É mais ou menos isso! Os detalhes eu deixo para os especialistas em artes cênicas. Missa é culto católico, com séculos de história, que não depende de lugar para acontecer, mas, em geral, acontece num templo. Não é nem nunca foi ópera ou opereta. Quem dela participa não é ator e nem o presidente da assembleia nem os cantores podem ser sua principal atração.

Mas são! E o são por conta de um fato: a maioria não estudou ou não respeita as orientações dos especialistas de uma ciência chamada “liturgia”. 
Liturgia deve ser o que impede que o altar vire palco, e o lado direito ou esquerdo dele vire coxia! Regula o culto de maneira que transpareça a catequese e a teologia daquele momento. Na hora em que o presidente daquele culto, ofuscado pelas luzes e pela fama local ou nacional, e algum cantor ou cantora deslumbrado com a sua chance de mostrar seu talento roubam a cena, temos mais uma exibição de opereta, num templo católico. 

Gestos, corridinhas, roupas lindas, música que estoura os ouvidos, o padre onipresente, inserções aqui e ali no script do que tratam como peça de arte, vinte músicas para uma missa, as canções duram 50 minutos e as palavras da missa 12 ou 15, o sermão do padre 25… E o povo que não pagou para assistir, é convidado a deixar sua contribuição no ofertório. 

Na semana que vem haverá outra exibição… Isto, nos cultos em que o altar vira palco e o celebrante que poderia, sim, ser alegre, comunicativo, acolhedor, resolve se o ator principal com alguns coadjuvantes chamados banda católica.

Nos outros cultos chamados de eucaristia e tratados como eucaristia a coisa é bem outra! Tem decoro, tem lógica, obedece-se ao conteúdo e aos textos daquele dia, as canções são verdadeiramente litúrgicas, os leitores sabem ler e não engasgam, os microfones não estouram, ninguém toca nem fala para ensurdecer, músicos não entram em competição, nenhum solista canta demais, cantores apenas lideram o povo, ninguém fica dedilhando cançõezinhas durante a consagração, como fundo para Jesus que faz o seu debut, as canções são ensaiadas e escolhidas de acordo com o tema da missa daquele dia, não se canta na hora da saudação de paz porque ninguém diz bom dia, ou como vai cantando… 

Tais coisas só acontecem nas operetas…

Nas missas sérias e com unção ninguém fica passando à frente ou atrás do altar, ministro não fica mexendo no altar enquanto o padre prega, padre não exagera nas vestes, não berra, não grita, não dá show de presença, tudo é feito com muita seriedade e decoro. O padre até se destaca pela seriedade. 

Celebra-se, dentro das nuances permitidas, o mesmo ato teológico com implicações sociais que se celebra no mundo inteiro. Todos aparecem e ninguém se destaca.

Mas receio ser inútil escrever sobre estas coisas, porque pouquíssimas bandas e pouquíssimos sacerdotes admitem que isso acontece com eles… E ai de quem disser que acontece! Mandam consultar o ibope sobre as novas missas transformadas em operetas, nas quais se privilegia mais canção do que os textos do dia. Perguntem se, depois daquele “somzão” e daquelas inserções com exorcismo, oração em línguas e outros adendos não aumentou a frequência aos templos! É! Pois é!

Pe. Zezinho, scj  (LINk)

Comentário do blog:

Esse texto foi um puxão de orelha que Deus mandou aos que modificam a Missa como se fosse um show pop star, sou leigo, exatamente por isso quando vou a Missa quero ouvir a Palavra de Deus vinda da boca de um Sacerdote, uma pós catequese que nos ensina a doutrina da Igreja e os mandamentos de Cristo. Quem sabe se todas as Missas tomassem esse rumo nós não cometeríamos tantos erros e pecados, seríamos realmente católicos por inteiro.Rivaldo R.Ribeiro



14 de jul. de 2013

SALVEM A LITURGIA : A nobre simplicidade do Altar Cristão

Clique nas fotos para ampliar:

Fotos: Rivaldo R.Ribeiro



O altar cristão é símbolo direto de Nosso Senhor, o túmulo do Cristo que acolheu seu corpo morto e foi digno de contemplar sua gloriosa ressurreição. Sob o altar, se depositam relíquias de primeiro grau dos santos, conforme antiquíssima tradição. Desse modo, ele é de certa forma túmulo daqueles que viveram para Cristo e, como ele no sepulcro do calvário, aguardam gloriosa ressurreição.

"117. Altare una saltem tobalea albi coloris cooperiatur." (Introdução Geral do Missal Romano, 3ª edição, 2002)

É costume no rito romano cobrir-se o altar com até três toalhas, indicando sua dignidade. 
Permite-se, entretanto, usar-se uma única, todavia o número três é de especial maneira simbólico na vida cristã, o uso de múltiplas toalhas é uma das formas de distinguir entre o altar e uma mesa comum. 
A toalha é colocada sobre o altar no dia de sua dedicação, após ele ser ungido com o Santo Crisma e incensado pelo Bispo; as toalhas do altar nos recordam o santo sudário que recebeu o corpo de Cristo quando de seu sacrifício e assistiu a ressurreição do autor da vida.

"Super ipsum vero aut iuxta ipsum duo saltem in omni celebratione, vel etiam quattuor aut sex, praesertim si agitur de Missa dominicali vel festiva de praecepto, vel, si Episcopus dioecesanus celebrat, septem candelabra cum cereis accensis ponantur."

Sobre o altar, ordena o Missal Romano, sejam colocadas pelo menos duas velas. 
Todavia, a tradição da igreja reconhece uma hierarquia entre as missas. Não que umas sejam sacramentalmente mais eficazes que as outras, mas reconhece a diferenciação das diferentes missas celebradas ao longo do ano litúrgico para melhor nos catequizar nos mistérios da vida de Cristo e da Igreja ao longo do tempo. 
Assim, nas missas feriais, isto é, de dias de semana, se faz uso de duas velas. 
Nas festas, aquelas missas um pouco mais importantes que possuem duas leituras, o Gloria, mas não o Credo, faz-se uso de quatro. 
Nas solenidades e domingos, mas missas de maior grau nas quais se canta o gloria e diz-se o credo, usa-se seis velas. 
E quando o Bispo diocesano celebra a liturgia, e apenas nesta ocasião, se faz uso de até sete velas.

"Item super altare vel circa ipsum habeatur crux, cum effigie Christi crucifixi. Candelabra autem et crux effigie Christi crucifixi ornata in processione ad introitum afferri possunt."

Sobre o altar ou perto dele, deve ser posta a imagem do Cristo Crucificado. Não de simples cruz, mas do crucifixo. 
Essa imagem do Filho do Homem entre os sete candelabros de ouro, como nos é apresentada em Apocalipse 1,12, aparece no altar em sua forma mais solene. 
Mas também na forma mais simples, deve o Cristo ser o centro como nos ensinou o Papa Emérito Bento XVI; a Eucaristia é mistério pascal, portanto de morte e ressurreição, assim como não podemos celebrar a morte de Cristo e nos esquecer de sua ressurreição, também não a ressurreição perde seu significado sem sua entrega no calvário. E embora a cruz possa estar de lado,  o Papa Emérito ressalta que é preferível o crucifixo no centro, para que nem o sacerdote nem a assembleia tomem a primazia de Jesus nas nossas celebrações.

"Super ipsum altare poni potest, nisi in processione ad introitum deferatur, Evangeliarium a libro aliarum lectionum distinctum"

Também o livro dos Evangelhos, o Evangeliário, seja colocado sobre o altar. Veja que não se trata do lecionário, onde comumente se fazem as leituras da missa, mas de um livro particular que contém apenas os Evangelhos. Este livro, grande símbolo do Cristo-Palavra é solenemente posto sobre o altar, do início da celebração até a proclamação do Evangelho. Na procissão de entrada, pode ser levado imediatamente a frente do celebrante. Este livro, quando retirado do altar, dá lugar a uma presença mais perfeita do Cristo, a Eucaristia. Assim como a palavra de Deus precedeu o verbo encarnado na história da salvação. 

Também na liturgia, as escrituras dão lugar a Eucaristia indicando como a figura dará lugar a realidade, este mundo dará lugar ao Reino dos Céus.

http://www.salvemaliturgia.com/

Comentário do autor do blog:

Irmãos como católicos e cristãos não podemos aceitar que impõem nas Missas outra forma de reza-la, isto é, fora da Liturgia. 
Sejamos leigos ou não temos esse dever como batizados na Igreja de Cristo de rejeitar os modelos modernos, que na mmaioria das vezes tem o objetivo de levar a maior quantidade de pessoas para as Missas.

Seria quantidade equivalente a qualidade? 

Se assim fosse não estaríamos vivendo uma das maiores crises de Fé.

Na maioria das famílias já não vemos o modelo e exemplo de uma família cristã, pois já enfrentamos graves dificuldades na sua unidade.

Pronunciar o nome de Jesus todo mundo diz mecanicamente por qualquer motivo em qualquer momento: Ai Jesus! 

E sua doutrina de humildade e desapego, que com certeza nos leva a ser felizes? 

Não, isso não praticamos, nossos sonhos são grandes de mais para compreender isso. 

O materialismo está nos levando ao sufocamento nos impedindo de respirar a brisa de Deus que alimenta nossa alma.

Antes de frequentar uma MISSA vamos tentar compreender o que seja LITURGIA. 

Assim poderemos fazer uma analise e distinguir qual o caminho o Pároco ou Padre responsável na condição de pastor pretende nos levar. 

PAZ E BEM!


Rivaldo R.Ribeiro