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25 de jan. de 2026

25/JANEIRO DIA DE SÃO PAULO

                                    

No início do cristianismo, nenhum homem se entregou tão generosamente ao seguimento de Jesus, como Paulo de Tarso (3 - 60). Na sua pequena cidade natal vivia-se o mundo todo, pois lá circulavam livremente as três grandes culturas da época: a hebraica, a grega e a romana.
Podemos dividir a vida de São Paulo em duas partes. Nos 30 primeiros anos, de Tarso até Damasco, aparece mais o 'perseguidor'; nos outros 30 anos, de Damasco até Roma, onde ele morrerá decapitado, temos o 'seguidor' de Jesus, o discípulo missionário..
No início desse processo, Saulo combateu sem tréguas os seguidores do Nazareno, pois via neles os inimigos da religião revelada. Depois, seguirá Jesus com um ardor apaixonado. Paulo não conhece meio termo: de inimigo feroz se fez amigo e, como todo convertido, detesta a mediocridade.
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Como aconteceu esta mudança?
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Corria o ano 36 da nossa era. O fanático Saulo se dirige para Damasco querendo acabar com estes judeus desvairados, discípulos de Jesus. Ele já tinha feito isso na Judeia, quando participou do apedrejamento de santo Estêvão em Jerusalém.
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As comunidades cristãs o temiam, pois ele era cruel, frio e desumano.
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Pois bem, quando estava às portas de Damasco foi derrubado misteriosamente pelo amor do Ressuscitado, acontecendo coisas profundíssimas na sua mente e no seu coração, como destaca a famosa pintura de Caravaggio (1600) revestindo Saulo com o sangue de Cristo (vermelho/púrpura!). Veja como foi:
- Por que me persegues?... Pergunta direta. É o grito do pobre e do oprimido que confronta o seu opressor.
- Quem és tu, Senhor? Resmungou Saulo, abalado por aquela primeira pergunta.
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Diálogo angustiado e arredio. Desde a morte brutal do diácono Estêvão, sua alma se transformara num verdadeiro campo de batalha... Eis agora Saulo pelo chão, caído, cegado, repassando sua vida... Seus olhos jamais enxergaram tanto e em tão pouco tempo. Jesus Ressuscitado veio ao seu encontro!
- Eu sou Jesus, a quem tu persegues! O coração de Saulo bateu fortemente. Desmoronava um estilo prepotente de vida e começava a nascer o melhor discípulo. Paulo será o triunfo da razão e da fé sobre o fanatismo da lei.
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Você já percebeu como nos momentos mais importantes da vida, quando precisamos tomar decisões importantes, mil pensamentos perpassam pela nossa cabeça? Quase um terremoto! Só depois, com o passar do tempo, a paz se instala no próprio coração. Paulo experimentou o amor misericordioso de Jesus salvando-o. Então, veio a pergunta existencial e fundamental:
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- Senhor, que queres que eu faça?...
Se ele fizera tanto contra Cristo quanto não fará mais por ele?
Desde então, Paulo percorrerá países falando de Jesus e fortalecendo as incipientes comunidades cristãs. Um dia, o prenderam e o denunciaram... Que ironia, de perseguidor passou a ser perseguido e condenado à morte. Eis o que este homem tinha em Roma: Uma velha capa, para defender-se do frio, e uns pergaminhos... De quem nada mais esperava do mundo tudo pode o mundo esperar! .
A espada do carrasco cortou, por fim, sua cabeça. Era o ano 60 da era cristã: Pelejei o bom combate, terminei a minha carreira... Guardei a fé!
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Precisamos de mais discípulos de Jesus, como Paulo..
Uma pergunta: O que você fez, faz e pode fazer por Jesus?

Pe. J. Ramón F. de la Cigoña sj

 

25 de jan. de 2025

CONVERSÃO DE SÃO PAULO-25 DE JANEIRO


O martírio de São Paulo é celebrado junto com o de São Pedro, em 29 de junho, mas sua conversão tem tanta importância para a história da Igreja que merece uma data à parte. Neste dia, no ano 1554, deu-se também a fundação da que seria a maior cidade do Brasil, São Paulo, que ganhou seu nome em homenagem a tão importante acontecimento.

Saulo, seu nome original, nasceu no ano 10 na cidade de Tarso, na Cilícia, atual Turquia. À época era um polo de desenvolvimento financeiro e comercial, um populoso centro de cultura e diversões mundanas, pouco comum nas províncias romanas do Oriente. Seu pai Eliasar era fariseu e judeu descendente da tribo de Benjamim, e, também, um homem forte, instruído, tecelão, comerciante e legionário do imperador Augusto. Pelo mérito de seus serviços recebeu o título de Cidadão Romano, que por tradição era legado aos filhos. Sua mãe uma dona de casa muito ocupada com a formação e educação do filho.

Portanto, Saulo era um cidadão romano, fariseu de linhagem nobre, bem situado financeiramente, religioso, inteligente, estudioso e culto. Aos quinze anos foi para Jerusalém dar continuidade aos estudos de latim, grego e hebraico, na conhecida Escola de Gamaliel, onde recebia séria educação religiosa fundamentada na doutrina dos fariseus, pois seus pais o queriam um grande Rabi, no futuro.

Parece que era mesmo esse o anseio daquele jovem baixo, magro, de nariz aquilino, feições morenas de olhos negros, vivos e expressivos. Saulo já nessa idade se destacava pela oratória fluente e cativante marcada pela voz forte e agradável, ganhando as atenções dos colegas e não passando despercebido ao exigente professor Gamaliel.

Saulo era totalmente contrário ao cristianismo, combatia-o ferozmente, por isso tinha muitos adversários. Foi com ele que Estêvão travou acirrado debate no templo judeu, chamado Sinédrio. Ele tanto clamou contra Estevão que este acabou apedrejado e morto, iniciando-se então uma incansável perseguição aos cristãos, com Saulo à frente com total apoio dos sacerdotes do Sinédrio.

Um dia, às portas da cidade de Damasco, uma luz, descrita nas Sagradas Escrituras como “mais forte e mais brilhante que a luz do Sol”, desceu dos céus, assustando o cavalo e lançando ao chão Saulo , ao mesmo tempo em que ouviu a voz de Jesus pedindo para que parasse de persegui-Lo e aos seus e, ao contrário, se juntasse aos apóstolos que pregavam as revelações de Sua vinda à Terra. Os acompanhantes que também tudo ouviram, mas não viram quem falava, quando a luz desapareceu ajudaram Saulo a levantar pois não conseguia mais enxergar. Saulo foi levado pela mão até a cidade de Damasco, onde recebeu outra “visita” de Jesus que lhe disse que nessa cidade deveria ficar alguns dias, pois receberia uma revelação importante. A experiência o transformou profundamente e ele permaneceu em Damasco por três dias sem enxergar, e a seu pedido também sem comer e sem beber.

Depois Saulo teve uma visão com Ananias, um velho e respeitado cristão da cidade, na qual ele o curava. Enquanto no mesmo instante Ananias tinha a mesma visão em sua casa. Compreendendo sua missão, o velho cristão foi ao seu encontro colocando as mãos sobre sua cabeça fez Saulo voltar a enxergar, curando-o. A conversão se deu no mesmo instante, pois ele pediu para ser Batizado por Ananias. De Damasco saiu a pregar a palavra de Deus, já com o nome de Paulo, como lhe ordenara Jesus, tornando-se Seu grande apóstolo.

Sua conversão chamou a atenção de vários círculos de cidadãos importantes e Paulo passou a viajar pelo mundo, evangelizando e realizando centenas de conversões. Perseguido incansavelmente foi preso várias vezes e sofreu muito, sendo martirizado no ano 67, em Roma. Suas relíquias se encontram na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, na Itália, festejada no dia de sua consagração em 18 de novembro.

O Senhor fez de Paulo seu grande apóstolo, o apóstolo dos gentios, isto é, o evangelizador dos pagãos. Ele escreveu 14 cartas, expondo a mensagem de Jesus, que se transformaram numa verdadeira “Teologia do Novo Testamento”. Também é o patrono das Congregações Paulinas que continuam a sua obra de apóstolo, levando a mensagem do Cristianismo a todas as partes do mundo, através dos meios de comunicação.


25 de jan. de 2021

CONVERSÃO DE SÃO PAULO

Celebramos hoje a festa da conversão de S. Paulo, fundamental para nós, por ser luz e exemplo, e porque a intercessão do Apóstolo também nos ajuda a dar o passo da nossa própria conversão. 

S. Paulo narra várias vezes sua conversão em Atos dos Apóstolos, mas há uma referência a ela na Carta aos Filipenses que nem sempre notamos. Nela, Paulo descreve sua conversão não de forma narrativa, mas com uma metáfora, dizendo: “Eu fui alcançado por Cristo” (cf. 1, 12). 

Ele se refere a uma corrida: assim como, nos estádios, os atletas correm para conseguir chegar à meta, do mesmo modo Paulo também corria, mas foi alcançado por Cristo, que, tendo-o tocado e convertido, passou à sua frente. Por isso, S. Paulo, continuando com a metáfora, diz: “Deixando então o que está para trás, eu me lanço para ver se o alcanço” (cf. 1, 13). 

O verbo usado em grego para “lançar-se” é um termo técnico para descrever o esforço do corredor que, no momento final, quando está prestes a chegar à meta, se lança com um impulso com todo o peso do corpo, sem se preocupar se irá cair ou não, ou seja, deixando tudo o que está atrás e arremessando-se para frente. 

Mas os corredores o fazem para alcançar uma coroa perecível, enquanto Paulo o faz para alcançar Cristo. Assim como foi a conversão de Paulo, também deve ser a nossa conversão. É necessário deixar o que está para trás e lançar-se devotamente para o que está adiante, cheio de convicção.

Um passarinho só voa quando se liberta dos fios que lhe prendem os pés. Precisamos deixar os pecados mortais e veniais, os apegos e as imperfeições, para assim alcançarmos o Cristo que já nos alcançou. 

A maior parte de nós já deu os primeiros passos na própria conversão: somos batizados, frequentamos a Confissão, vivemos em estado de graça; mas, apesar de tanta participação na Igreja, parece que ficamos estagnados… Por quê? Porque não nos lançamos como S. Paulo lançou-se. Ficamos negociando. Não, não é assim! Paulo nos diz: Caritas Christi urget nos! A caridade, o amor que Cristo teve por mim me impele. Ele me alcançou, agora eu devo alcançá-lo; Ele deixou tudo por mim, agora eu devo deixar tudo por Ele; Ele me amou, agora eu devo amá-lo de volta. 

É assim que seremos felizes. Sim, serão felizes os que amarem de volta o Cristo que nos amou. Esta é a conversão. 

Deixemos de negociar, deixemos a mornidão, deixemos o cristianismo burguês, acomodado, de “sofá e pipoca”! Precisamos lançar-nos destemidamente no amor de Cristo. 

Nisso a conversão de S. Paulo — seu radicalismo, seu amor, sua devoção, sua prontidão para amar Jesus — nos serve de exemplo. Façamos nosso exame de consciência. A que ainda estou amarrado? Quais são meus pecados “de estimação”, qual é o estilo de vida miserável e medíocre a que não quero renunciar? Façamos como S. Paulo, considerando tudo isso lixo, e lancemo-nos, joguemo-nos para alcançar Cristo!

https://padrepauloricardo.org/