(Α Ω) ANUNCIAR O EVANGELHO : "Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura MC 16,15"--O conteúdo dessa página pode ser reproduzido desde que informado a fonte e o autor.

21 de nov. de 2020

SEMPRE MARIA



Quando o anjo Gabriel saúda Maria, exclama: “Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo” (Lc 1,28), e essa é a saudação que o próprio Deus faz a Virgem Maria.
São Luis Grignion de Montfort escreve: “Deus Espírito Santo comunicou a Maria, sua fiel esposa, seus dons inefáveis, escolhendo-a para dispensadora de tudo que Ele possui. Deste modo, Ela distribui seus dons e suas graças a quem quer, e dom nenhum é concedido aos homens, que não passe por suas mãos virginais.” Como dispensadora das graças, Maria é a Mãe preocupada com nossa salvação e nos orienta para junto do Seu Filho Jesus.
Maria é invocada por muitos títulos decorrentes de uma situação da sua vida ou de um local que apareceu, dentre eles, temos:

No dia 21 de novembro, celebra-se a Festa da Apresentação de Nossa Senhora.
Aos três anos, Maria, foi levada por seus pais Joaquim e Ana ao templo, para ser consagrada a Deus e ali educada. Desde muito pequena, Maria entrega-se e dedica-se totalmente e livremente a Deus, impelida pelo Espírito Santo desde sua concepção Imaculada.
Por meio deste serviço a Deus no templo, Maria preparou seu corpo, e, principalmente, sua alma para receber o Filho de Deus.

No dia 27 de novembro, a Igreja comemora a Festa de Nossa Senhora das Graças. Foi no ano de 1830, que Maria Santíssima apareceu a Santa Catarina Labouré. “A Senhora tinha dedos cobertos de anéis e pedrarias preciosas de indivisível beleza, dos quais desprendiam raios luminosos para todos os lados, envolvendo a Virgem de extraordinário esplendor”. Os raios eram os símbolos das graças a serem derramadas sobre as pessoas que as pedem.
Maria pediu a Catarina para cunhar uma medalha como a aparição e com os dizeres: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”. E prometeu que derramaria grandes e abundantes graças às pessoas que usarem a medalha com confiança.

No dia 08 de dezembro, a Igreja comemora a Imaculada Conceição de Maria. A Imaculada Conceição foi definida como dogma pelo Papa Pio IX no dia 08 de dezembro de 1854.
Maria foi concebida sem pecado original em vista dos méritos futuros de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor. Apesar de humana, nunca foi sujeita ao pecado, Ela é cheia de graça, cheia de Deus.
Mesmo não sendo feriado é dia santo de guarda, e devemos como bons cristãos, participar da Santa Missa para louvar a Deus e agradece-lo por ter nos dado Maria Santíssima como nossa Mãe, medianeira e exemplo a seguir.

No dia 12 de dezembro, a Igreja comemora Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina.
Em 1531, Nossa Senhora apareceu ao índio Juan Diego pedindo que fosse construído em templo para mostrar todo o seu amor, compaixão, socorro e proteção a todos que amam, invocam e confiam nela.
Maria deixou sua própria imagem impressa milagrosamente em seu Tilma, um tecido de pouca qualidade, feito a partir do cacto.
E assim Maria Santíssima tem derramado sua assistência maternal a todos que a invocam com fé e confiança.
Salve Maria!

Fonte Jornal REDIL DO BOM PASTOR.
Maria Regina Duarte Lima (Serva da Comunidade Redil do Bom Pastor)



11 de nov. de 2020

O LEPROSO AGRADECIDO -LC 17: 11-19

Evangelho (Lc 17,11-19) 
Um dia, caminhando para Jerusalém, Jesus passava entre a Samaria e a Galileia. Estava para entrar num povoado, quando dez leprosos vieram ao seu encontro. Pararam a certa distância e gritaram: "Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!" Ao vê-los, Jesus disse: "Ide apresentar-vos aos sacerdotes".
Enquanto estavam a caminho, aconteceu que ficaram curados. 
Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. E este era um samaritano. Então Jesus lhe perguntou: "Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?" 
E disse-lhe: "Levanta-te e vai! Tua fé te salvou".


"Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu"
P. Conrad J. MARTÍ i Martí OFM(Valldoreix, Barcelona, Espanha)

Hoje, Jesus passa perto de nós para nos fazer viver a cena mencionada mais acima, com um ar realista, na pessoa de tantos marginalizados como há na nossa sociedade, os quais se fixam nos cristãos para encontrar neles a bondade e o amor de Jesus. 
Nos tempos do Senhor, os leprosos formavam parte do estamento dos marginalizados. De fato, aqueles dez leprosos foram ao encontro de Jesus na entrada de um povoado (cf. Lc 17,12), pois eles não podiam entrar nos povoados, nem lhes estava permitido aproximar-se das pessoas ("pararam a certa distância").

Com um pouco de imaginação, pode cada um de nós reproduzir a imagem dos marginalizados da sociedade, que têm nome como nós: imigrantes, drogados, delinquentes, doentes de aids, desempregados, pobres... Jesus quer restabelecê-los, remediar os seus sofrimentos, resolver os seus problemas; e pede-nos colaboração de forma desinteressada, gratuita, eficaz... por amor.

Além disso, tornamos mais presente em cada um de nós a lição que dá Jesus. Somos pecadores e necessitados de perdão, somos pobres que todo o esperam dele. Seríamos capazes de dizer como o leproso "Jesus, Mestre, tem compaixão de mim" (cf. Lc 17, 13) Sabemos recorrer a Jesus com uma oração profunda e confiante?

Imitamos o leproso curado, que volta a Jesus para lhe agradecer? De fato, só "Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz" (Lc 17,15). Jesus sente a falta dos outros nove: "Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão?" (Lc 17,17). 
Santo Agostinho deixou a seguinte sentença: "Graças a Deus: não há nada que alguém possa dizer com maior brevidade (...) nem fazer com maior utilidade que estas palavras". Portanto. nós, como agradecemos a Jesus o grande dom da vida, a nossa e a da família; a graça da fé, a santa Eucaristia, o perdão dos pecados...? 
Não acontece alguma vez que não lhe agradecemos pela Eucaristia, apesar de participar frequentemente nela? A Eucaristia é —não duvidemos— a nossa maior vivência de cada dia.

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