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30 de set. de 2024

São Jerônimo



São Jerônimo, um Padre da Igreja que colocou a Bíblia no centro de sua vida: traduziu-a para a língua latina, comentou-a em sua obra e, sobretudo, se empenhou em vivê-la concretamente em sua longa existência terrena, não obstante o notável caráter difícil e caloroso que recebeu da natureza.

Jerônimo nasceu em Stridone em 347, de uma família cristã, que lhe assegurou uma formação apurada, enviando-o a Roma para aperfeiçoar seus estudos. Quando jovem, sentiu a atração pela vida mundana (cf. Ep. 22,7), mas prevaleceu nele o desejo e o interesse pela religião cristã.

Recebeu o batismo em 366, orientou-se à vida ascética e foi viver em Aquileia, inserindo-se num grupo de fervorosos cristãos, por ele definido quase como «um coro de beatos» (Chron. ad ann. 374) reunido em torno do Bispo Valeriano. Partiu depois para o Oriente e viveu como eremita no deserto de Calcide, ao sul de Aleppo (cf. Ep. 14, 10), dedicando-se seriamente aos estudos.

Aperfeiçoou seu conhecimento do grego, iniciou o estudo do hebraico (cf. Ep. 125, 12), transcreveu códigos e obras patrísticas (cf. Ep. 5, 2). A meditação, a solidão, o contato com a Palavra de Deus fizeram-no amadurecer sua sensibilidade cristã. Sentiu fortemente o peso das transgressões juvenis (cf. Ep. 22, 7) e experimentou vivamente o contraste entre a mentalidade pagã e a vida cristã: um contraste que ficou famoso pela dramática e vivaz «visão», da qual ele nos deixou o relato. Nela, pareceu-lhe ser flagelado na presença de Deus, porque era «ciceroniano e não cristão» (cf. Ep. 22, 30).

Em 382 transferiu-se a Roma: aqui, o Papa Damaso, conhecendo sua fama de asceta e sua competência de estudioso, nomeou-o secretário e conselheiro; encorajou-o a empreender uma nova tradução latina dos textos bíblicos por motivos pastorais e culturais. Algumas pessoas da aristocracia romana, sobretudo nobres mulheres como Paola, Marcella, Asella, Lea e outras, desejando empenharem-se no caminho da perfeição cristã e de aprofundar seu conhecimento da Palavra de Deus, escolheram-no como seu guia espiritual e mestre na aproximação metódica dos textos sacros. Estas nobres mulheres aprenderam também o grego e o hebraico.

Depois da morte do Papa Damaso, Jerônimo deixou Roma em 385 e lançou-se em peregrinação, primeiramente à Terra Santa, silenciosa testemunha da vida terrena de Cristo, depois para o Egito, terra de escolha de muitos monges (cf. Contra Rufinum 3, 22; Ep. 108, 6-14). Em 386 firmou-se em Belém, onde, pela generosidade da Sra. Paola, foram construídos um mosteiro masculino, um feminino e uma hospedaria para os peregrinos que viajavam à Terra Santa, «pensando que Maria e José não tinham encontrado acolhida» (Ep. 108, 14). Ele ficou em Belém até a morte, e continuou desenvolvendo uma intensa atividade: comentou a Palavra de Deus; defendeu a fé, opondo-se vigorosamente a várias heresias; exortou os monges à perfeição; lecionou cultura clássica e cristã a jovens; acolheu com ânimo pastoral os peregrinos que visitavam a Terra Santa. Faleceu em sua cela, junto à gruta da Natividade, em 30 de setembro de 419/420.

A preparação literária e a vasta erudição permitiram a Jerônimo a revisão e a tradução de muitos textos bíblicos: um belíssimo trabalho para a Igreja e para a cultura ocidental. Com base nos textos originais em grego e em hebraico, e graças ao confronto com versões precedentes, ele fez a revisão dos quatro Evangelhos em língua latina, depois do Saltério e de grande parte do Antigo Testamento. Levando em conta o original hebraico e grego, dos Setenta, a clássica versão grega do Antigo Testamento que remonta a tempos antes do cristianismo, e das precedentes versões latinas, Jerônimo, ajudado por outros colaboradores, pôde oferecer uma tradução melhor: essa constitui a assim chamada «Vulgata», o texto «oficial» da Igreja latina, que foi reconhecido como tal pelo Concílio de Trento e que, depois da recente revisão, permanece sendo o texto «oficial» da Igreja de língua latina.

É interessante comprovar os critérios aos quais o grande biblista se ateve em sua obra de tradutor. Ele mesmo revela isso quando afirma respeitar até mesmo a ordem das palavras da Sagrada Escritura, pois nela, diz, «até a ordem das palavras é um mistério» (Ep. 57, 5), isto é, uma revelação.

Confirma também a necessidade de recorrer aos textos originais: «No caso de surgir uma discussão entre os Latinos sobre o Novo Testamento, pela leitura discordante dos manuscritos, recorríamos ao original, isto é, ao texto grego, no qual foi escrito o Novo Pacto. Da mesma forma, para o Antigo Testamento, se havia divergências entre os textos gregos e latinos, íamos ao texto original, em hebraico; assim, tudo aquilo que surge da fonte, podemos encontrar nos riachos» (Ep. 106, 2).

Jerônimo, por outro lado, comentou também muitos textos bíblicos. Para ele, os comentários devem oferecer múltiplas opiniões, «de forma que o leitor prudente, depois de ter lido as diversas explicações e de ter conhecido múltiplos pareceres – que tem de aceitar ou rejeitar –, julgue qual é o melhor e, como um especialista agente de câmbio, rejeite a moeda falsa» (Contra Rufinum 1, 16).

Ele combateu com energia e vivacidade os hereges que não aceitavam a tradição e a fé da Igreja. Demonstrou também a importância e a validez da literatura cristã, convertida em uma autêntica cultura que, para então, já era digna de ser confrontada com a clássica; ele o fez redigindo «De viris illustribus», uma obra na qual Jerônimo apresenta as biografias de mais de cem autores cristãos.

Ele escreveu biografias de monges, ilustrando, junto a outros itinerários espirituais, o ideal monástico; além disso, traduziu várias obras de autores gregos. Por último, no importante Epistolário, autêntica obra-prima da literatura latina, Jerônimo se destaca por suas características de homem culto, asceta e guia das almas.

O que podemos aprender de São Jerônimo? Sobretudo, penso o seguinte: amar a Palavra de Deus na Sagrada Escritura. São Jerônimo diz: «Ignorar as escrituras é ignorar Cristo». Por isso, é importante que todo cristão viva em contato e em diálogo pessoal com a Palavra de Deus, que nos é entregue na Sagrada Escritura.

Este diálogo com ela deve ter sempre duas dimensões: por um lado, deve haver um diálogo realmente pessoal, pois Deus fala com cada um de nós através da Sagrada Escritura e tem uma mensagem para cada um. Não temos de ler a Sagrada Escritura como uma palavra do passado, mas como Palavra de Deus que é dirigida também a nós, e procurar entender o que o Senhor quer nos dizer.

Mas para não cair no individualismo, temos de ter presente que a Palavra de Deus nos é dada precisamente para construir comunhão, para unir-nos na verdade de nosso caminho rumo a Deus. Portanto, apesar de que sempre é uma Palavra pessoal, é também uma Palavra que edifica a comunidade, que edifica a Igreja. Por isso, temos de lê-la em comunhão com a Igreja viva. O lugar privilegiado da leitura e da escuta da Palavra de Deus é a liturgia, na qual, ao celebrar a Palavra e ao tornar presente o Sacramento do Corpo de Cristo, atualizamos a Palavra em nossa vida e a fazemos presente entre nós.

Não podemos esquecer jamais que a Palavra de Deus transcende os tempos. As opiniões humanas chegam e vão embora. O que hoje é moderníssimo, amanhã será velhíssimo. A Palavra de Deus, pelo contrário, é Palavra de vida eterna, tem em si a eternidade, o que vale para sempre. Ao levar em nós a Palavra de Deus, levamos, portanto, a vida eterna.

Concluo com uma frase dirigida por São Jerônimo a São Paulino de Nola. Nela, o grande exegeta expressa precisamente esta realidade, ou seja, na Palavra de Deus recebemos a eternidade, a vida eterna. São Jerônimo diz: «Procuremos aprender na terra essas verdades cuja consistência permanecerá também no tempo» (Epístola 53, 10).

Papa Bento XVI





SETEMBRO MÊS DA BÍBLIA:"Desconhecer as Escrituras é desconhecer o Cristo", com essa frase, de São Jerônimo, que a Igreja celebra, nesse mês de setembro, o Mês da Bíblia.






Ciente de que a Bíblia é pouco valorizada pelos fiéis católicos, a CNBB, desde 1971 adota o mês de setembro como o “Mês da Bíblia”. A proposta é a de aproveitar o mês para incentivar os fiéis a adquirirem a sua Bíblia e organizar círculos de estudos bíblicos.
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Em novembro de 1965, no final do Concílio Ecumênico Vaticano II, Paulo VI promulgou a Constituição Dogmática Dei Verbum. Nela se afirma que “toda pregação eclesiástica, como a própria religião cristã, deve ser alimentada e regida pela Sagrada Escritura”, que constitui “alimento da alma e perene fonte de vida espiritual” (n. 21). O Concílio retomou a afirmação de Santo Agostinho de que “ignorar as Escrituras é ignorar Cristo”. Por isso fez um convite aos cristãos para que se achegassem ao texto sagrado “pela Sagrada Liturgia, pela piedosa leitura e por cursos bíblicos”. Citando Santo Ambrósio, alertou para a necessidade de a leitura da Sagrada Escritura vir acompanhada pela oração, “pois a Deus falamos quando rezamos e a Ele ouvimos quando lemos os divinos oráculos” (25).
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A partir do Concílio a Igreja começou a incentivar as famílias a terem a sua Bíblia em casa. Por isso, hoje já são poucas as famílias católicas que ainda não têm Bíblia. Se, por acaso alguém ainda não a possuir, pode aproveitar as promoções que as livrarias católicas fazem no mês de setembro para adquiri-la.
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Ter a Bíblia em casa, não é suficiente para um cristão. É preciso também ler o que nela está escrito. E a leitura não pode ser feita da mesma forma como se lê um jornal ou um romance policial. A Bíblia deve ser lida em clima de oração e com o coração voltado para Deus, prestando atenção à mensagem que Ele nos quer passar.
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Colocar em prática o que a Bíblia propõe é o grande desafio para os cristãos. Mahatma Gandhi, depois de ter lido a Bíblia se desiludiu profundamente com os cristãos que levavam uma vida em total desacordo com os ensinamentos de Jesus. Dizia ele: “Não conheço ninguém que tenha feito mais para a humanidade do que Jesus. O problema são vocês, cristãos, que não vivem o que a Bíblia ensina”.
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Aproveitemos a graça do mês de setembro para criar maior familiaridade com a Palavra de Deus. Procuremos dar-lhe um lugar de destaque em nossas casas e tirar alguns minutos do dia para ler algum texto bíblico. Se tivermos oportunidade, participemos de círculos e estudos da Bíblia que várias paróquias estão nos oferecendo. Acima de tudo coloquemos em prática o que a Palavra de Deus nos propõe. A exemplo da mãe de Jesus, “que guardava tudo em seu coração”, guardemos a Palavra de Deus, meditando sobre aquilo que ela nos propõe.

 

Dom Canísio Klaus

Bispo da diocese de Santa Cruz do Sul (RS)


6 de set. de 2023

SETEMBRO MÊS BÍBLIA. DOIS ENSINAMENTOS PRECIOSOS QUE O PADRE LÉO NOS DEIXOU



1 - "A Bíblia é o alimento dos alimentos. Se você quiser ser feliz, se você quiser ter uma fé perseverante, não tem outro jeito: todos os dias você vai ter que ler a Palavra de Deus". A Bíblia tem 1.534 capítulos, 35.568 versículos. Se dividir 1.534 por 365 dias no ano, você vai ter 3 ½ capítulos por dia, e você vai gastar 15 minutos.” (Trecho da pregação Jovens com o Coração Curado, de 13/11/99).

2 - "Nós precisamos aprender a rezar com a Bíblia, mas também precisamos aprender a rezar como a Bíblia. Como se reza com a Bíblia? Pego um texto bíblico e a partir daquele texto vou fazendo a minha oração, vou apropriando da palavra da Bíblia, para fazer com ela a minha oração. 

Outro segredo de Cura Interior: Eu preciso aprender a rezar como a Bíblia. E como o homem e a mulher da Bíblia rezam? Eles passam e repassam a vida deles, seja em que situação for à luz da misericórdia, eles iluminam o problema com a luz de Deus. Precisamos fazer releitura de nossa vida, iluminados pela certeza que a Palavra nos dá". 
(Trecho da pregação: “Obedecer a Deus”, de 25/04/2004).

PADRE LÉO
COMUNIDADE BETHÂNIA


2 de set. de 2023

O MÊS DE SETEMBRO É DEDICADO A BÍBLIA



O mês de setembro, para nós católicos do Brasil é o mês dedicado à Bíblia, isso desde 1971. 
Mas desde 1947, se comemora o Dia da Bíblia no ultimo domingo de setembro. 
O mês de setembro foi escolhido como mês da Bíblia porque no dia 30 de setembro é dia de São Jerônimo (ele nasceu em 340 e faleceu em 420 dC).

4 de set. de 2021

Jesus ensina a ler a Bíblia

(Escrito por: Pe. Álvaro Macagnan)

Ouvi muitas pessoas dizerem que começaram a leitura da Bíblia e desistiram por não compreender o que estava escrito. E que o modo de Deus agir é difícil de assimilar pois se manifesta castigando, vingando…, por outro lado, falava às pessoas e hoje parece ter-se calado. Mesmo assim, em Setembro, mês da Bíblia, somos chamados pela Igreja, a nos aproximar das Escrituras. Mas como fazê-lo de uma maneira que não nos assuste e não nos desanime e tenha sentido para a nossa vida e nossa caminhada?
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“As palavras que vos disse são espírito e vida” (Jo 6,63b)
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Jesus mesmo nos ajuda a compreendermos as características da Palavra ao dizer que ela é espírito e vida. É próprio do espírito o seu caráter dinâmico, pois é sopro (ruah), vento, livre, maleável, de tal modo que não se pode prendê-lo, enquadrá-lo. Portanto, é uma realidade dinâmica que precisa ser captada no hoje da nossa existência e não congelado em um passado distante e incompreensível. É no presente das pessoas e comunidades que ele se transforma em vida. A Palavra deixa de ser um corpo estranho se a percebermos como ação de Deus geradora de vida: “Faça-se … e fez-se…” . Deus continua a vir até nós com sua Palavra criadora, esta palavra atravessa e ultrapassa a Bíblia. Hoje ela continua a ser dinâmica (espírito) e criadora(vida). Se é assim, então para que recorremos ao texto bíblico? “Não ardia o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, quando nos explicava as escrituras?” (Lc 24,32)
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As escrituras precisam ser entendidas no caminho, na vida cotidiana. Nos ensina Carlos Mesters que na Bíblia há tudo o que faz chorar e sorrir, ou seja, a existência que se manifesta na alegria, na festa, na dança, na reza, na luta, na dor, na derrota, no recomeço…. Jesus mostra aos discípulos de Emaús, caminhando com eles, que a escritura ganha sentido quando iluminada pela vida concreta. E aquela por sua vez ajuda a encontrar o sentido mais profundo da vida. Jesus, que continua sua caminhada conosco, é o exegeta a mostrar que temos que misturar a Vida com a Bíblia e a Bíblia com a nossa Vida para podermos compreendê-la, e para que o nosso coração possa arder.
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“…é semelhante a um pai de família que do seu tesouro tira coisas novas e velhas.” (Mt 13,52)
Novamente Jesus nos dá outro indicativo interessante para lermos a Bíblia e a Vida. Deve ser lida na perspectiva do reinado de Deus que se faz concreto na vida do seu povo. Jesus aponta que aquele que está dentro da perspectiva do Reino, é como um pai de família que tira coisas novas e velhas do seu tesouro. O maior tesouro que temos é a vida. Isso me faz comparar a Bíblia e a vida com uma colcha de retalhos, também feita de panos novos e velhos. Fazer uma colcha de retalhos exige paciência para ir juntando, aos poucos, os pedaços antigos e guardando os novos sem deixá-los se perder; exige sensibilidade e criatividade para dispor as cores de maneira harmoniosa, separar o que presta e o que deve ser descartado e por último habilidade para costurar tudo em uma única nova peça. O povo de Deus na Bíblia também faz como quem monta colcha de retalhos. Junta histórias antigas, cânticos, preces, mitos, narrativas de libertação, ditados, profecias, atas, novelas…, que são importantes para entender e dar sentido à sua vida e à sua história, e agrupam tudo em uma grande colcha, a Bíblia. Quando lemos um livro da Bíblia percebemos ali várias histórias, de várias épocas, basta observar a quantidade de citações de outros livros que aparecem num só livro. Jesus também foi um mestre na arte de fazer colcha de retalhos, por exemplo ao dizer que dava um novo mandamento aos seus discípulos de amarem-se uns aos outros, citando um texto antigo do Lv 19,18.
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“…quem escuta a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna…” (Jo 5,24)
Uma colcha de retalhos é nova, embora os tecidos que estão nela costurados são de diversas épocas, tamanhos e cores. Qual é, então, a costura que faz com que possamos chamar de Palavra de Deus experiências de vida tão diversas como as encontradas nos diferentes livros da Bíblia? E qual é a costura que une as diversas dimensões de nossas vidas? Mais uma vez Jesus nos mostra a saída. É a fé no Deus da vida e da história, a certeza de que Ele caminha conosco e caminhou com o povo da Bíblia que costura e que torna nova e bela as diversas realidades humanas tocadas por Deus. É a fé que une o local e o universal, o presente ao passado e ao futuro, abre espaços e rompe limites, até os da morte.
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“Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste essas coisas aos sábios e doutores e as revelaste aos pequeninos.” (Mt 11,25)
Em toda a história do povo de Deus e na vida de Jesus, os pequenos, pobres, excluídos de todos os tipos, foram aqueles que estiveram abertos para o Reino. E Deus sempre fez opção preferencial por aqueles que não tinham nenhuma perspectiva do ponto de vista econômico, político, religioso e social. São esses os primeiros a seguir Jesus. Assim, eles são critério para compreender o modo de Deus agir na Bíblia e na Vida. A leitura da Bíblia e a leitura da Vida precisa ser com e através dos pobres hoje, dos excluídos; para que tenha um mínimo de fidelidade ao projeto sonhado por Deus.
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“Jesus fez ainda, diante de seus discípulos, muitos outros sinais, que não se acham escritos neste livro.” (Jo 20,30)
Jesus continua a caminhar diante de seus discípulos e continua a fazer muitos sinais. Voltamos a perceber que a Palavra de Deus atravessa mas, não se esgota na Bíblia. É preciso que agucemos nossa sensibilidade, fortaleçamos nossa fé e nosso compromisso com os excluídos para ler o grande livro da vida, iluminados pela Bíblia que Deus continua a escrever. Todos somos chamados a sermos criativos em reunir retalhos velhos e novos, e com eles continuar na tarefa de tecer a colcha do Reino de Deus e da nossa vida, onde todos possam agasalhar-se.


FONTE: https://semeandocatequese.wordpress.com/


A PALAVRA DE DEUS DEVE SER DIVULGADA SEM MEDO.

Clique na foto para ampliar: 



Muitos cristão tem receio de evangelizar, citar a Palavra de Deus que sem dúvida é a mais forte e verdadeira orientação para que sigamos em frente, para que tenhamos coragem para ultrapassar obstáculos hostis, para que lutemos contra o mal e contra nós mesmos nos momentos de fraqueza espiritual. 
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É na Palavra de Deus que encontraremos refugio, e isso o Senhor disse a São Paulo para nunca calar porque Ele sempre estaria com ele impedindo a aproximação de pessoas que poderiam tentar algum mal. 
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A Fé é a nossa mais poderosa arma, ela vai impedir que tenhamos medo de falar em público para evangelizar os ensinamentos divinos vindos da Palavra de Deus: escritos no nosso Sagrado Livro, a Bíblia que foi toda inspirada pelo Espirito Santo, portanto uma fonte inesgotável de transformação do homem. 
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Assim meus amados e amadas oremos e peçamos a Deus que aumente a nossa Fé, para que sejamos seus soldados destemidos na propagação da Sua Santa Palavra, ai está sem dúvida o caminho para que tenhamos PAZ E PROSPERIDADE  na Terra.    
     

Atos 18,9-11
Numa noite , o Senhor disse a Paulo em visão:
"Não Temas! Fala e não te cales. 10 Porque eu estou contigo. Ninguém se aproximará de ti para te fazer mal, pois tenho um numeroso povo nesta cidade.
11 Paulo deteve-se ali um ano e seis meses, ensinando a eles a Palavra de Deus"



3 de set. de 2021

SÓ HÁ UM EVANGELHO AUTÊNTICO- Gálatas 1: 6-10 (Nunca permitas que tentem mudar ou desprezar as Sagradas Escrituras a igualando com as mudanças dos tempos)

 





GÁLATAS 1, 6-10
6.Estou admirado de que tão depressa passeis daquele que vos chamou à graça de Cristo para um evangelho diferente. 
7.De fato, não há dois (evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo. 8.Mas, ainda que alguém–nós ou um anjo baixado do céu – vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema*. 9.Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado! 
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10.É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo.

*Anátema: Pena ou tipo de maldição que se efetiva com a expulsão de uma pessoa do convívio religioso ou da própria igreja; excomunhão.

Portanto nunca permitas que tentem mudar ou desprezar as Sagradas Escrituras a igualando com as mudanças dos tempos, isso é impossível, Cristo nos diz que é o principio e o fim, A Igreja defende isso mostrando na mesa do Altar as letras *Alfa e ômega que no alfabeto grego Alfa é primeira e ômega a última letra.
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“Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. (Apocalipse 22. 13), significa que Deus está falando sobre Sua eternidade e soberania, pois Ele é o Criador do mundo"


= *ALFA E ÔMEGA.




9 de nov. de 2018

VINDA DO SENHOR I Tessalonicenses, 5 : 1-28



VINDA DO SENHOR
"1.A respeito da época e do momento, não há necessidade, irmãos, de que vos escrevamos. 
2.Pois vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como um ladrão de noite. 
3.Quando os homens disserem: “Paz e segurança!”, então repentinamente lhes sobrevirá a destruição, como as dores à mulher grávida. E não escaparão. 
4.Mas vós, irmãos, não estais em trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão. 5.Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas. 6.Não dur­mamos, pois, como os demais. Mas vigiemos e sejamos sóbrios. 7.Porque os que dormem, dormem de noite; e os que se embriagam, embriagam-se de noite. 8.Nós, ao contrário, que somos do dia, sejamos sóbrios. Tomemos por couraça a fé e a caridade, e por capacete a esperança da salvação. 9.Porquanto não nos destinou Deus para a ira, mas para alcançar a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo. 10.Ele morreu por nós, a fim de que nós, quer em estado de vigília, quer de sono, vivamos em união com ele. 11.Assim, pois, consolai-vos mutuamente e edificai-vos uns aos outros, como já o fazeis. 

CONSELHOS DIVERSOS
12.Suplicamo-vos, irmãos, que reconheçais aqueles que arduamente trabalham entre vós para dirigir-vos no Senhor e vos admoestar. 13.Tende para com eles singular amor, em vista do cargo que exercem. Conservai a paz entre vós. 14.Pedimo-vos, porém, irmãos, corrigi os desordeiros, encorajai os tímidos, amparai os fracos e tende paciência para com todos. 15.Vede que ninguém pague a outro mal por mal. Antes, procurai sempre praticar o bem entre vós e para com todos. 16.Vivei sempre contentes. 17.Orai sem cessar. 18.Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo. 19.Não extingais o Espírito. 20.Não desprezeis as profecias. 21.Examinai tudo: abraçai o que é bom. 22.Guardai-vos de toda a espécie de mal."

CONCLUSÃO
"23.O Deus da paz vos conceda santidade perfeita. Que todo o vosso ser, espírito, alma e corpo, seja conservado irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo! 24.Fiel é aquele que vos chama, e o cumprirá. 25.Irmãos, orai também por nós. 26.Saudai a todos os irmãos com o ósculo santo. 
27.Peço-vos encarecidamente, no Senhor, que esta carta seja lida a todos os irmãos. 28.A graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja convosco!"


10 de set. de 2018

SETEMBRO MÊS DA BÍBLIA: Cultivar a alegria: Eclesiástico 30: 22-27





"22.Não entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos. 
23.A alegria do coração é a vida do homem, e um inesgotável tesouro de santidade. A alegria do homem torna mais longa a sua vida. 
24.Tem compaixão de tua alma, torna-te agradável a Deus, e sê firme; concentra teu coração na santidade, e afasta a tristeza para longe de ti, 25.pois a tristeza matou a muitos, e não há nela utilidade alguma. 
26.A inveja e a ira abreviam os dias, e a inquietação acarreta a velhice antes do tempo. 
27.Um coração bondoso e nobre banqueteia-se continuamente, pois seus banquetes são preparados com solicitude."

8 de set. de 2016

Meditando o Evangelho de hoje

Evangelho (Lc 6,39-42): Naquele tempo, Jesus contou a seus discípulos uma parábola: «Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois no buraco? O discípulo não está acima do mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. Por que observas o cisco que está no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho? Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando não percebes a trave que está no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave que está no teu olho e, então, enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão».
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Comentário: Rev. D. Antoni CAROL i Hostench (Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

«Todo discípulo bem formado será como o mestre»
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Hoje, as palavras do Evangelho nos fazem refletir sobre a importância do exemplo e de procurar para os outros uma vida de exemplo. Por tanto, o ditado popular diz que «Pai Exemplo é o melhor predicador», e o outro que diz «vale mais uma imagem do que mil palavras». Não podemos esquecer, que no cristianismo, todos -sem exceção!- somos guias, já que o Batismo nos dá uma participação no sacerdócio (mediação salvadora) de Cristo: por tanto, todos os batizados temos recebido o sacerdócio batismal. E todo sacerdócio, além da missão de santificar e ensinar aos outros, incorpora também o múnus -a tarefa- de encaminhar ou conduzir.
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Sim, todos -queiramos ou não- com nosso comportamento, temos a oportunidade de ser modelo estimulante para os que nos rodeiam. Pensemos, por exemplo, na ascendência que os pais têm sobre os filhos, os professores sobre os alunos, as autoridades sobre os cidadãos, etc. O cristão, no entanto, deve ter uma consciência particularmente viva a respeito de tudo isto. Mas... «Pode um cego guiar outro cego?» (Lc 6,39).
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Para nós, cristãos, é uma chamada de atenção aquilo que os judeus e as primeiras gerações de cristãos falavam de Jesus Cristo: «Ele fez bem todas as coisas» (Mc 7,37); «O Senhor começou fazer e ensinar» (At 1,1).
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Devemos tentar fazer em obras tudo aquilo que cremos e professamos de palavra. Numa ocasião, o Papa Bento XVI, quando ainda era Cardeal Ratzinger, afirmava que «o perigo mais grave, são os cristãos adaptados», portanto, é o caso das pessoas que de palavra se professam católicas, mas na prática, com seu comportamento, não demonstram o radical próprio do Evangelho.
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Ser radical, não é ser fanático (já que a caridade é paciente e tolerante) nem exagerado (pois, no amor não é possível exagerar). Como afirmou São João Paulo II, «o Senhor crucificado é um testemunho insuperável de amor paciente e mansa humildade»: não se trata de um fanático nem de um exagerado. Mas é radical até dizer como o centurião que assistiu sua morte «Na verdade, este homem era um justo» (Lc 23,47).

FONTE: evangeli.net

4 de set. de 2016

O Reino de Deus é justiça, paz e alegria - Romanos 14: 13-23

13.Deixemos, pois, de nos julgar uns aos outros; antes, cuidai em não pôr um tropeço diante do vosso irmão ou dar-lhe ocasião de queda.
14.Sei, estou convencido no Senhor Jesus de que nenhuma coisa é impura em si mesma; somente o é para quem a considera impura.
15.Ora, se por uma questão de comida entristeces o teu irmão, já não vives segundo a caridade. Pela comida não causes a perdição daquele por quem Cristo morreu!
16.Não venha a tornar-se objeto de calúnia a tua vantagem.
17.O Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e gozo no Espírito Santo.
18.Quem deste modo serve a Cristo, agrada a Deus e goza de estima dos homens.
19.Portanto, apliquemo-nos ao que contribui para a paz e para a mútua edificação.
20.Não destruas a obra de Deus por questão de comida. Todas as coisas, em verdade, são puras, mas o que é mau para um homem é o fato de comer provocando um escândalo.
21.Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem outra coisa que para teu irmão possa ser uma ocasião de queda.
22.Tens uma convicção; guarda-a para ti mesmo, diante de Deus. Feliz é aquele que não se condena a si mesmo no ato a que se decide.
23.Mas, aquele que come apesar de suas dúvidas, condena-se, por não se guiar pela convicção. Tudo o que não procede da convicção é pecado.


20 de set. de 2010

SETEMBRO MÊS DA BÍBLIA- EXORTAÇÃO À CONVERSÃO -(Eclesiástico 17,21-31)








21
Converte-te ao Senhor, abandona os teus pecados.

22Ora diante dele e diminui as ocasiões de pecado.

23 Volta para o Senhor, afasta-te de tua injustiça, e detesta o que causa horror a Deus.

24Conhece a justiça e os juízos de Deus; permanece firme no estado em que ele te colocou, e na oração constante ao Altíssimo.

25Anda na companhia do povo santo, com os que vivem e proclamam a glória de Deus.

26Não te detenhas no erro dos ímpios, louva a Deus antes da morte; 27 após a morte nada mais há, o louvor terminou. Glorifica a Deus enquanto viveres; glorifica-o enquanto tiveres vida e saúde; louva a Deus e glorifica-o em suas misericórdias.

28Quão grande é a misericórdia do Senhor, e o perdão que concede àqueles que para ele se voltam!

29Pois não se pode encontrar tudo nos homens, porque os homens não são imortais, e se comprazem na vaidade e na malícia.

30.O que há de mais luminoso do que o sol? E, entretanto, ele tem eclipses. O que há de mais criminoso do que os pensamentos da carne e do sangue? Ora, isso será castigado.

31O sol contempla a multidão dos astros do céu, enquanto que todos os homens são apenas terra e cinza.