(Α Ω) ANUNCIAR O EVANGELHO : "Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura MC 16,15"--O conteúdo dessa página pode ser reproduzido desde que informado a fonte e o autor.
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31 de mar. de 2024

Resurrección de Jesús-(Ressurreição de Jesus)



Atos 4, 32-33
E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus.

32 A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém dizia que eram suas as coisas que possuía, mas tudo entre eles era comum. 33 Com grande coragem os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. Em todos eles era grande a graça.

Sepultura e a ressurreição do Nosso Senhor Jesus Cristo.
Marcos 15,42-47 e 16, 01-20 42.

42 Quando já era tarde - era a Preparação, isto é‚ é a véspera do sábado -, 43 veio José de Arimatéia, ilustre membro do conselho, que também esperava o Reino de Deus; ele foi resoluto à presença de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. 44 Pilatos admirou-se de que ele tivesse morrido tão depressa. E, chamando o centurião, perguntou se já havia muito tempo que Jesus tinha morrido. 45 Obtida a resposta afirmativa do centurião, mandou dar-lhe o corpo. 46 Depois de ter comprado um pano de linho, José tirou-o da cruz, envolveu-o no pano e depositou-o num sepulcro escavado na rocha, rolando uma pedra para fechar a entrada. 47 Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde o depositavam. Ressurreição do Nosso Senhor Jesus Cristo.

O sepulcro vazio.






















1
Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para ungir Jesus. 2 E no primeiro dia da semana, foram muito cedo ao sepulcro, mal o sol havia despontado. 3 E diziam entre si: Quem nos há de remover a pedra da entrada do sepulcro? 4 Levantando os olhos, elas viram removida a pedra, que era muito grande. 5 Entrando no sepulcro, viram, sentado do lado direito, um jovem, vestido de roupas brancas, e assustaram-se. 6. Ele lhes falou: Não tenhais medo. Buscais Jesus de Nazaré, que foi crucificado. Ele ressuscitou, já não está aqui. Eis o lugar onde o depositaram. 7. Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vos precede na Galiléia. Lá o vereis como vos disse. 8. Elas saíram do sepulcro e fugiram trêmulas e amedrontadas. E a ninguém disseram coisa alguma por causa do medo.


Aparição a Maria Madalena
9 Tendo Jesus ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana apareceu primeiramente a Maria de Magdala, de quem tinha expulsado sete demônios. 10. Foi ela noticiá-lo aos que estiveram com ele, os quais estavam aflitos e chorosos. 11. Quando souberam que Jesus vivia e que ela o tinha visto, não quiseram acreditar.

Aparição aos discípulos Missão que receberam.
.
12 Mais tarde, ele apareceu sob outra forma a dois entre eles que iam para o campo. 13 Eles foram anunciá-lo aos demais. Mas estes tampouco acreditaram. 14 Por fim apareceu aos Onze, quando estavam sentados à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, por não acreditarem nos que o tinham visto ressuscitado. 15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. 16 Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. 17 Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, 18 manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.
 Ascensão.
19 Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus. 20. Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.


8 de abr. de 2023

POR QUE JESUS DOBROU O LENÇO QUE COBRIA A SUA FACE NO SEPULCRO? O lenço dobrado.





Eu voltarei !

 Uma tradição judaica daquele tempo nos revelaria a mensagem arrepiante representada por esse gesto aparentemente insignificante

Evangelho segundo São João, no capítulo 20, nos fala de um lenço que tinha sido colocado sobre a Face de Jesus quando Ele foi sepultado, ao final da tarde da Sexta-Feira Santa.

Ocorre que, após a Ressurreição, quando o sepulcro foi encontrado vazio, esse lenço não estava caído a um lado, como os lençóis que tinham envolvido o Corpo de Jesus.

O Evangelho reserva um versículo inteiro para nos contar que o lenço fora dobrado cuidadosamente e colocado à cabeceira do túmulo de pedra.

Mas por que Jesus dobrou o lenço que cobria a Sua cabeça no sepulcro depois de ressuscitar?

Bem cedo pela manhã de domingo, Maria Madalena foi até o local e descobriu que a pesadíssima pedra que bloqueava a entrada do sepulcro tinha sido removida.

Ela correu e encontrou Simão Pedro e outro discípulo, aquele a quem Jesus tanto amara – São João Evangelista – e lhes disse:

“Retiraram o Corpo do Senhor e não sei para onde O levaram!”

Pedro e o outro discípulo correram até o túmulo. João passou à frente de Pedro e chegou primeiro. Parou e observou os lençóis, mas não entrou.

Então Simão Pedro chegou, entrou no sepulcro e notou os lençóis ali deixados, enquanto o lenço que havia coberto a Divina Face estava dobrado e colocado a um lado.

Isto é importante? Definitivamente.

Isto é significativo? Sim.

Por quê?

Para poder entender a significância do lenço dobrado, temos que entender um pouco a respeito da tradição hebraica da época.

O lenço dobrado tem a ver com uma dinâmica diária entre o amo e o servo – e todo menino judeu conhecia bem essa dinâmica.

O servo, quando preparava a mesa de jantar para o amo, procurava ter a certeza de fazê-lo exatamente da maneira desejada pelo seu senhor.

Depois que a mesa era preparada, o servo ficava esperando fora da visão do amo até que ele terminasse a refeição.

O servo não se atreveria jamais a tocar na mesa antes que o amo tivesse acabado.

Ao terminar, o amo se levantaria, limparia os dedos, a boca e a barba, embolaria o lenço e o jogaria sobre a mesa.

lenço embolado queria dizer: “Eu terminei“.

Agora, se o amo se levantasse e deixasse o lenço dobrado ao lado do prato, o servo não ousaria tocar ainda na mesa, porque aquele lenço dobrado queria dizer: “Eu voltarei!”

___________

Adaptado de excerto do livro “Histórias e parábolas para a família“, do pe. Chrystian Shankar. O livro não cita a fonte desta prática apresentada como “tradição hebraica” (e existem amplos questionamentos sobre a real existência de tal tradição), mas, ainda assim, este relato atingiu enorme popularidade e é vastamente compartilhado nas redes sociais por constituir um belo lembrete a respeito da promessa de retorno de Jesus, que enche os cristãos de gozosa expectativa. Como tantas outras histórias piedosas sem comprovação histórica, este é um texto popular que, feita esta ressalva, é capaz de inspirar renovada confiança nos cristãos. 

https://pt.aleteia.org/

17 de abr. de 2022

DOMINGO DE PÁSCOA


















Evangelho (Jo 20,1-9): No primeiro dia da semana, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, Maria Madalena foi ao túmulo e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. Ela saiu correndo e foi se encontrar com Simão Pedro e com o outro discípulo, aquele que Jesus mais amava. Disse-lhes: «Tiraram o Senhor do túmulo e não sabemos onde o colocaram».
Pedro e o outro discípulo saíram e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos, e o outro discípulo correu mais depressa, chegando primeiro ao túmulo. Inclinando-se, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. Simão Pedro, que vinha seguindo, chegou também e entrou no túmulo. Ele observou as faixas de linho no chão, e o pano que tinha coberto a cabeça de Jesus: este pano não estava com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. O outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo, entrou também, viu e creu. De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.


«O outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo, entrou também, viu e creu»Mons. Joan Enric VIVES i Sicília Bispo de Urgell(Lleida, Espanha)

Hoje «é o dia que o Senhor fez», iremos cantando ao longo de toda a Páscoa. Essa expressão do Salmo 117 inunda a celebração da fé cristã, O Pai ressuscitou a seu Filho Jesus Cristo, o Amado, Aquele em quem se compraz porque amou a ponto de dar sua vida por todos.

Vivamos a Páscoa com muita alegria. Cristo ressuscitou: celebremo-lo cheios de alegria e de amor. Hoje, Jesus Cristo venceu a morte, o pecado, a tristeza… e nos abriu as portas da nova vida, a autêntica vida que o Espírito Santo continua a nos dar por pura graça. Que ninguém fique triste! Cristo é nossa Paz e nosso Caminho para sempre. Ele, hoje, «revela o homem a si mesmo e descobre-lhe a sua vocação sublime» (Concílio Vaticano II, Gaudium et Spes 22).

O grande sinal que nos dá o Evangelho é que o sepulcro de Jesus está vazio. Já não temos de procurar entre os mortos Aquele que vive, porque ressuscitou. E os discípulos, que depois o verão Ressuscitado, isto é, que o experimentarão vivo em um maravilhoso encontro de fé, percebem que há um vazio no lugar de sua sepultura. Sepulcro vazio e aparições serão os grandes sinais para a fé do crente. O Evangelho diz que «o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo, entrou também, viu e creu» (Jo 20,8). Ele soube compreender, pela fé, que aquele vazio e, por sua vez, aquela mortalha e aquele sudário bem dobrados, eram pequenos sinais do passo de Deus, da nova vida. O amor sabe captar, a partir de pequenos detalhes, o que os outros, sem ele, não captam. O «discípulo que Jesus mais amava» (Jo 20,2) guiava-se pelo amor que havia recebido de Cristo.

O “ver” e o “crer” dos discípulos hão de ser também os nossos. Renovemos nossa fé pascoal. Que Cristo seja, em tudo, o nosso Senhor. Deixemos que sua Vida vivifique a nossa e renovemos a graça do batismo que recebemos. Façamo-nos seus apóstolos e seus discípulos. Guiemo-nos pelo amor e anunciemos a todo o mundo a felicidade de crer em Jesus Cristo. Sejamos testemunhos esperançosos de sua Ressurreição.



DOMINGO DE PÁSCOA (A) (Mt 28,1-10): «Ele não está aqui! Ressuscitou»Fray Josep Mª MASSANA i Mola OFM(Barcelona, Espanha)

Hoje no Evangelho da vigília pascal, late um grande dinamismo: duas mulheres correm para o sepulcro, um terramoto, um anjo faz rodar a pedra, uns guardas assustados caem como mortos. E Jesus, vivo e ressuscitado, torna-se companheiro de caminho daquelas mulheres.

As mulheres são as primeiras a experimentar a ressurreição de Jesus, apenas por terem visto o sepulcro vazio e o anjo que lhes anuncia: «Vós não precisais ter medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito…» (Mt 28,5-6). São, também, as primeiras a dar testemunho da sua experiência: «Ide depressa contar aos discípulos: ‘Ele ressuscitou´» (Mt 28,7).

Imediatamente acreditam. Mas a sua fé é uma mistura de medo e de alegria. Sentiam medo pelas palavras do anjo, com o anuncio que vai para lá das espectativas humanas. E a alegria pela certeza da ressurreição do Senhor, porque as Escrituras tinham-se cumprido, pelo imenso privilégio da primazia pascal que receberam. A fé, pois, mesmo produzindo uma grande alegria interior, não exclui o medo.

Elas vão anunciar aquela experiencia do Ressuscitado, que tiveram sem a ter visto. Jesus premia-lhes esta fé e aparece-lhes durante o caminho.

O centro de toda a experiência de fé não é em primeiro lugar uma doutrina nem uns dogmas. É a pessoa de Jesus. A fé das mulheres do Evangelho de hoje está centrada nele, na sua pessoa e não noutra coisa. Experimentaram-no vivo e vão anuncia-lo vivo!

Outra mulher, Santa Clara, escrevia a Santa Inês de Praga que deveria centrar-se em Jesus ressuscitado: «Observai, considerai, comtemplai a Jesus Cristo (...). Se sofrerdes com Ele, reinareis também com Ele; se chorardes com Ele, com Ele gozareis; se morrerdes com Ele na cruz da tribulação, possuireis com Ele as eternas moradas».



VIGILIA PASCAL (B) (Mc 16,1-7): «Jesus de Nazaré, o Crucificado. Ressuscitou»+ Mons. Ramon MALLA i Call Bispo Emérito de Lleida(Lleida, Espanha)

Hoje, a Igreja celebra com júbilo a festa principal: o triunfo de sua Cabeça, Cristo Jesus. A Ressurreição de Jesus Cristo é um fato do qual não podemos duvidar. É compreensível que não seja estranho que um fato celestial, um corpo ressuscitado, não possa ser captado por meios terrenais. Mas, logo Maria Madalena e a mãe do Apóstolo Thiago, recebiam um testemunho indubitável, comprovado depois com muitas aparições, realizadas de modo tal que excluem totalmente a suspeita de alucinações. «Não vos assusteis! Procurais Jesus, o nazareno, aquele que foi crucificado? Ele ressuscitou! Não está aqui! Vede o lugar onde o puseram!» (Mc 16,6).

Além do gozo pelo fato da Ressurreição de Cristo, este acontecimento nos trai a alegria de contar com uma resposta, jubilosa e clara, aos interrogantes do homem: Que nos espera no final da vida? Que sentido tem o sofrimento na Terra? Não podemos duvidar que, depois da morte, espera-nos uma vida nova, que será eterna: «Lá o vereis, como ele vos disse!» (Mc 16,7). São Paulo o afirma com grande convencimento: «E, se já morremos com Cristo, cremos que também viveremos com Ele. Sabemos que Cristo, ressuscitado, dos mortos, não morre mais. A morte não tem mais poder sobre ele» (Rom 6,8-9). Logicamente, à interrogante sobre o final da vida, o cristão responde com alegre esperança.

O Evangelho de hoje ressalta que o jovem —o anjo— que fala às mulheres, une os dois conceitos de dor e glória: O que ressuscitou no mesmo que foi crucificado. Diz são Leão Magno: «...(pela tua cruz) os crentes recebem a força da debilidade, glória do opróbio e, vida da morte», as cruzes quotidianas são, então, caminho da Ressurreição.



VIGILIA PASCAL (C) (Lc 24,1-12): «Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui. Ressuscitou»Fr. Austin NORRIS(Mumbai, India)


Hoje, contemplamos a Glória do Senhor resplandecente em sua vitória sobre o sofrimento e a morte. Uma vida nova é prometida a todos que buscam e crêem na Verdade de Jesus. Ninguém será desapontado, como não se sentiram as mulheres que «foram ao túmulo, levando os perfumes que tinham preparado» (Lc 24,1).

Os perfumes e ungüentos que devemos carregar durante nossa existência são uma vida espalhando a Palavra de Deus, quando Jesus encarnado disse: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim,[...], viverá. [...] não morrerá jamais.» (Jo 11,25-26)

No meio de nossa confusão e dor parecemos nos tornar míopes em visão, porque não conseguimos ver além de nosso entorno imediato. E «por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo?» (Lc 24,5) é um chamado a seguir Jesus e a buscar a presença do Senhor no “aqui e agora”; em meio ao povo do Senhor e seu sofrimento e for. Em sua carta pela Quaresma o Santo Padre Bento XVI menciona como «De fato, a salvação é dom, é graça de Deus, mas para fazer efeito na minha existência exige o meu consentimento, um acolhimento demonstrado nos fatos, ou seja, na vontade de viver como Jesus, de caminhar atrás Dele».

«Voltando do túmulo» (Lc 24,9) de nossas misérias, dúvidas e confusões, nós, por outro lado, somos capazes de dar a outros esperança e segurança neste vale de lágrimas. A escuridão do sepulcro «dá lugar à brilhante promessa da imortalidade.» (Prefácio da Missa dos Fiéis Defuntos). Que a glória do Senhor Jesus nos mantenha de pé com os olhos fitando o céu, e que possamos sempre ser considerados como um Povo Pascal. Que possamos passar de “Povo da Sexta-feira Santa” a “Povo da Páscoa”.

http://evangeli.net/evangelho

4 de abr. de 2021

JESUS ESTÁ VIVO



Evangelho: Lc 24,1-12
-* 1 No primeiro dia da semana, bem de madrugada, as mulheres foram ao túmulo de Jesus, levando os perfumes que haviam preparado. 2 Encontraram a pedra do túmulo removida. 3 Mas ao entrar, não encontraram o corpo do Senhor Jesus, 4 e ficaram sem saber o que estava acontecendo. Nisso, dois homens, com roupas brilhantes, pararam perto delas. 5 Cheias de medo, elas olhavam para o chão. No entanto, os dois homens disseram: «Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que está vivo? 6 Ele não está aqui! Ressuscitou! Lembrem-se de como ele falou, quando ainda estava na Galiléia: 7 ‘O Filho do Homem deve ser entregue nas mãos dos pecadores, ser crucificado, e ressuscitar no terceiro dia’.» 8 Então as mulheres se lembraram das palavras de Jesus. 9 Voltaram do túmulo, e anunciaram tudo isso aos Onze, bem como a todos os outros. 10 Eram Maria Madalena, Joana, e Maria, mãe de Tiago. Também as outras mulheres que estavam com elas contaram essas coisas aos apóstolos. 11 Contudo, os apóstolos acharam que eram tolices o que as mulheres contavam e não acreditaram nelas. 12 Pedro, porém, levantou-se e correu para o túmulo. Inclinou-se, e viu apenas os lençóis de linho. Então voltou para casa, admirado com o que havia acontecido.

* 24,1-12: A manhã desse primeiro dia da semana marca a transformação radical na compreensão a respeito do homem e da vida. O projeto vivido por Jesus não é caminho para a morte, mas caminho aprovado por Deus que, através da morte, leva para a vida. Doravante, o encontro com Jesus se realiza no momento em que os homens se dispõem a anunciar o coração da fé cristã.


Evangelho: Jo 20,1-9 ou
Lc 24,1-12

Jesus não está morto

-* 1 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus bem de madrugada, quando ainda estava escuro. Ela viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. 2 Então saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo que Jesus amava. E disse para eles: «Tiraram do túmulo o Senhor, e não sabemos onde o colocaram.»

3 Então Pedro e o outro discípulo saíram e foram ao túmulo. 4 Os dois corriam juntos. Mas o outro discípulo correu mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao túmulo. 5 Inclinando-se, viu os panos de linho no chão, mas não entrou. 6 Então Pedro, que vinha correndo atrás, chegou também e entrou no túmulo. Viu os panos de linho estendidos no chão 7 e o sudário que tinha sido usado para cobrir a cabeça de Jesus. Mas o sudário não estava com os panos de linho no chão; estava enrolado num lugar à parte.

8 Então o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo, entrou também. Ele viu e acreditou. 9 De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura que diz: «Ele deve ressuscitar dos mortos.»

* 20,1-10: A fé na ressurreição tem dois aspectos. O primeiro é negativo: Jesus não está morto. Ele não é falecido ilustre, ao qual se deve construir um monumento. O sepulcro vazio mostra que Jesus não ficou prisioneiro da morte. O segundo aspecto da ressurreição é positivo: Jesus está vivo, e o discípulo que o ama intui essa realidade.


Bíblia Sagrada - Edição Pastoral

O Senhor Ressuscitou


A Páscoa é a maior festa dos cristãos. Não é celebração da morte, de derrota, de sumiço da vida, mas é a vida que vence a morte. Para isto nos preparamos durante uma caminhada de quarenta dias, refletindo, dentro dos textos bíblicos, sobre o sentido e o valor da vida. Agora é festa da ressurreição, da alegria e expressão máxima de todas as nossas festas.

No domingo logo após a morte de Jesus, alguns discípulos foram ao túmulo para chorar o seu falecimento, mas o seu corpo não foi encontrado ali. O sepulcro estava vazio e julgaram ter sido roubado. Uma dúvida ficou claramente no ar: os panos que enrolavam o seu corpo estavam como se o corpo tivesse saído de dentro deles.

A partir daí, Jesus ressuscitado começou a aparecer para os seus discípulos, confirmando para eles a autenticidade do sepulcro vazio. Apareceu, numa situação muito especial, aos discípulos de Emaús, quando eles caminhavam saindo de Jerusalém. Manifestou-se também aos outros em diversas ocasiões, amadurecendo neles a consciência de uma certeza na vida.

Hoje a ressurreição é o fundamento da nossa fé. É a força do amor sendo muito maior do que a violência do ódio e da norte. A própria Palavra de Deus já previa que “Jesus devia ressuscitar dos mortos” (Jo 20,9). Somos chamados a testemunhar esta realidade para o mundo que não consegue compreender a grandeza adquirida para a pessoa humana e para o mundo.

A Páscoa de Jesus tem muito a ver com todos nós. A raiz de tudo é o batismo que nos faz mergulhar na morte de Jesus e ressuscitar com plenamente com Ele. A Páscoa de Jesus é também a nossa Páscoa. A sua vitória é nossa vitória. Isto nos faz buscar as coisas do alto, aquilo que nos aproxima da vida e de Deus.

Resta-nos agora ficar alegres, felizes e exultar. Somos vencedores, tendo a Eucaristia como memória viva dos fatos da ressurreição, que nos dá novo ânimo e força para a ação no mundo concreto.


Dom Paulo Mendes Peixoto
Diocese São José do Rio Prêto-SP